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IPCA abaixo do esperado estimula apostas de corte na Selic

SÃO PAULO - A inflação oficial abaixo do esperado no mês de dezembro dá respaldo a mais um dia de baixa acentuada nos contratos de juros futuros. Os preços em trajetória descendente e a atividade declinante levam os agentes a precificar ações mais agressivas do Banco Central, que deve dar início a um processo de afrouxamento monetário no próximo dia 21 de janeiro.

Valor Online |

Refletindo esse cenário, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 apontava queda de 0,12 ponto percentual, para 11,74%. O contrato para janeiro 2011 tinha desvalorização de 0,16 ponto, a 11,83%. E janeiro 2012 apontava 11,93%, também com redução de 0,17 ponto.

Na ponta curta, o DI para julho de 2009 caía 0,05 ponto, para 12,38% ao ano. E o vencimento para março de 2009 tinha baixa de 0,04 ponto, a 13,10%.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 0,28% em dezembro, abaixo do 0,36% de novembro e menor que a mediana das expectativas (0,38%). Com isso, o índice que baliza a política de metas encerrou 2008 em 5,9%, superando o centro da meta perseguida pelo BC, de 4,5%, mas abaixo do teto de 6,5%.

Segundo o economista-chefe do Banco Schahin, Sílvio Campos Neto, o resultado do IPCA ajuda a traçar um cenário positivo de inflação, melhor do que se imaginava dois meses atrás, pois não mostra reflexo da pressão cambial sobre os preços.

" Isso ajuda a criar o sentimento de que o BC entra forte em ciclo de redução de juros " , resume o especialista, prevendo uma queda de no mínimo 0,5 ponto percentual na Selic na reunião de janeiro.

O economista aponta, no entanto, que há espaço para um corte maior, de 0,75 ponto, pois a atividade econômica dá claros sinais de abrupta desaceleração. Ontem mesmo, Anfavea apontou queda de 47,1% na produção de carros em dezembro.

Segundo o especialista, o primeiro semestre do ano deve concentrar a atuação do BC. Neto prevê um corte total de 2,5 pontos percentuais na Selic, montante que pode ser ampliado conforme o comportamento da economia.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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