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Invista em sistemas e treinamento

Quando o assunto é segurança, todo investimento ainda é pequeno para que a empresa esteja sempre protegida. Mesmo com o avanço da tecnologia que traz equipamentos cada vez mais modernos, os riscos que os estabelecimentos correm no dia-a-dia ainda são grandes.

Agência Estado |

As soluções mais usadas por micro e pequenos empresários atualmente têm sido câmeras eletrônicas. Todavia, se não houver um monitoramento e se as imagens não ficarem gravadas a presença da câmara em nada irá resolver.

"A segurança hoje em dia já pode ser considerada uma necessidade para qualquer negócio", afirma o coordenador-geral do Centro de Capacitação Profissional Abese (CCPA) e diretor-executivo da Plantech, Hélio Ferraz.

Segundo ele, há dez anos, uma série de fatores, como o aumento nos índices de criminalidade, além de assaltos e roubos fez com que a preocupação em relação a segurança crescesse. A primeira aposta dos empresários foi na segurança física, com vigilantes fazendo a proteção do estabelecimento. Depois vieram todos os modernos equipamentos, como câmeras e alarmes.

O diretor de operações do Grupo GR, empresa especializada em segurança, Dalton Pereira, afirma que a solução personalizada é a medida mais eficaz que a empresa pode adotar. No caso, após uma avaliação, o empresário terá idéia do que melhor funcionará no seu estabelecimento, alarmes, câmeras, cancelas, eclusas, vigia, entre outros. A avaliação para chegar a um desses resultados, segundo Pereira, engloba questões como a localização do estabelecimento, como é o bairro, o que a empresa produz e qual o valor agregado que ela possui.

Ferraz comenta que pequenos empresários não têm o costume de fazer projetos de segurança e alerta que isso pode ser prejudicial: "Eles pulam essa fase e vão direto para a implantação, o que pode não ser muito eficaz."

Pereira lembra que nem sempre a preocupação com a segurança interna foi tão grande. Até há algum tempo, explica, somente bancos e grandes empresas corriam riscos quando se tratava de segurança. "Hoje em dia todos estão preocupados e têm no mínimo o kit básico, que é composto de sistema de alarme monitorado com base e também vigias."

O valor do kit básico está entre R$ 450 e R$ 500. "O barateamento dos equipamentos fez com que as pequenas empresas também investissem na segurança", enfatiza. E grande parte delas busca proteção para se precaver de qualquer eventualidade. Diferentemente de tempos atrás, quando a solução era procurada somente após alguma ocorrência.

Fator humano

Mesmo com todos os aparatos de segurança, entretanto, ainda vale a máxima de que todo cuidado é pouco. "Não existe proteção 100%", diz Ferraz, ressaltando que há vários fatores que podem "deixar espaço" para algum acontecimento. Um desses seria o fator humano. Por isso, de acordo com ele, o treinamento dos funcionários da empresa é extremamente importante. Além de instruí-los sobre quais as melhores normas e condutas para evitar qualquer perigo.

Sem esquecer procedimentos com as visitas que passam pela empresa, tais como cadastros, conferir dados e checar se a visita é realmente aguardada.

Para os empreendedores interessados em investir em segurança, o presidente do Sindicato das Empresas de Segurança Privada, Segurança Eletrônica, Serviços de Escolta e Cursos de Formação do Estado de São Paulo (Sesvesp), José Adir Loiola, sugere que se pesquise bem antes de contratar a empresa especializada e fechar negócio. Afinal, são mais de mil empresas espalhadas por todo o País. Ele informa que o sindicato oferece um manual com instruções sobre como escolher uma empresa de segurança.

Providências

A empresária Daniela Cavalcante, dona da Bijuterias Penélope, localizada na região da Avenida Paulista, um dos pontos mais movimentados da cidade de São Paulo, providenciou a proteção após perceber o alto número de furtos que vinha acontecendo dentro da loja. "Antes, cerca de 8% dos produtos eram furtados por mês. Hoje este número caiu para 2%."

Expondo diretamente a qualquer cliente cerca de 5 mil produtos, Daniela optou por um sistema de alarme nas peças de maior valor. Hoje, além do sistema de alarme nas portas, a loja também têm câmera de segurança que é monitorada o dia todo.Ela investiu cerca de R$ 4 mil (quatro câmeras, computador para monitoramento e sistema de alarme nas portas) em segurança e reduziu seu prejuízo. Além de acompanhar a movimentação diária da loja, Daniela aproveita os vídeos para ilustrar o treinamento dos funcionários.

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