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Investimentos e agropecuária animam economia no 2o tri

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A economia brasileira cresceu mais que o esperado no segundo trimestre, impulsionada pelos investimentos, que tiveram a maior expansão em 12 anos, e pelo setor agropecuário. Os números confirmam a visão de analistas de que emergentes como o Brasil podem impedir uma retração global diante da crise de crédito. O Produto Interno Bruto (PIB) avançou 1,6 por cento no segundo trimestre de 2008 em relação ao primeiro e 6,1 por cento ante igual período do ano passado, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira.

Reuters |

Economistas consultados pela Reuters previam expansão de 1,1 por cento na leitura trimestral e de 5,5 por cento na comparação anual.

Entre os componentes da demanda interna, o consumo das famílias cresceu 1,0 por cento ante o primeiro trimestre e 6,7 por cento sobre igual período de 2007 --marcando a 19a taxa positiva nessa comparação.

A formação bruta de capital fixo --uma medida dos investimentos-- avançou 5,4 por cento na comparação trimestral e 16,2 por cento na anual, a maior variação da série histórica iniciada em 1996.

A indústria cresceu 0,9 por cento sobre o primeiro trimestre e 5,7 por cento ante o segundo trimestre de 2007. O setor agropecuário expandiu-se 3,8 por cento trimestre a trimestre e 7,1 por cento ano a ano.

'O crescimento da agropecuária pode ser explicado, em grande parte, pelo desempenho de alguns produtos importantes que possuem safra relevante no trimestre. Esse é o caso, por exemplo, do café em grão, do milho, do arroz em casca e da soja... Na indústria, o destaque foi a construção civil', destacou o IBGE.

O setor de serviços teve crescimento de 1,3 por cento sobre o primeiro trimestre e de 5,5 por cento sobre o segundo trimestre do ano passado. A taxa anual foi a maior desde o segundo trimestre de 2004, segundo o IBGE.

Pelo lado da demanda externa, as exportações de bens e serviços cresceram 8,5 por cento sobre o primeiro trimestre e 5,1 por cento sobre o segundo de 2007. As importações avançaram, respectivamente, 8,4 e 25,8 por cento.

A taxa de investimentos do país atingiu 18,7 por cento do PIB, a melhor leitura para um segundo trimestre da série histórica iniciada em 2000.

1o SEMESTRE

No primeiro semestre, a taxa de investimento subiu 18,5 por cento, também a maior para o período desde 2000.

O PIB brasileiro como um todo cresceu 6,0 por cento no primeiro semestre, a melhor taxa para o período desde 2004.

O IBGE revisou os dados do primeiro trimestre deste ano, para alta de 0,8 por cento sobre o quarto trimestre de 2007 e para 5,9 por cento sobre igual período do ano passado. As leituras anteriormente divulgadas eram de, respectivamente, 0,7 e 5,8 por cento.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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