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Investimento vai crescer 10% ao ano, diz presidente do BNDES

SÃO PAULO - Impulsionado pela Copa do Mundo de 2014 e pelas Olimpíadas de 2016, o Brasil deve experimentar nos próximos anos crescimento acelerado nos investimentos

Valor Online |

. De acordo com o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, a expectativa é que os investimentos no país tenham expansão de pelo menos 10% ao ano daqui para frente. "A proporção do investimento vai subir para 22% ou 23% do Produto Interno Bruto (PIB), talvez até mais", afirmou nesta sexta-feira durante evento sobre inovação promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Segundo Coutinho, já está tudo pronto para o lançamento da segunda etapa da Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP). "Agora estamos maduros e preparados para retomar os objetivos e ambições originais da PDP", ressaltou, lembrando que, devido ao estouro da crise financeira mundial em 2008, o governo se viu obrigado a trocar os planos de expansão pelos de sustentação dos investimentos. Passados dois anos desde então, a média diária de investimentos financiados pela linha Finame, segundo o presidente do BNDES, subiu para R$ 230 milhões. "No melhor momento antes da crise, essa média era de R$ 153 milhões", disse. Na nova fase da PDP, a inovação deverá ser o eixo principal. "Inovação não é mais uma opção. Ou o Brasil inova, e o sistema empresarial se torna capaz de criar, ou ele não conseguirá se desenvolver. A inovação precisa estar no centro da política de desenvolvimento do país, já que ela permite conciliar três pontos fundamentais: menor pressão sobre preços, melhores salários e aumento da taxa de lucro", conclui Coutinho. De acordo com a Fiesp, o Brasil deverá investir apenas 0,58% do PIB em pesquisa e desenvolvimento neste ano, enquanto ao redor do mundo, esses investimentos ultrapassam 1% do PIB. O presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Luís Manuel Rebelo Fernandes, entretanto, ressaltou que os investimentos públicos do Brasil nesta área são semelhantes aos realizados por outros países. Neste ano, segundo Fernandes , serão destinados R$ 4,3 bilhões a projetos de inovação, o equivalente a dez vezes o valor desembolsado em 2002. "O desafio está no setor privado. Nos países avançados, mais de 70% dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento são feitos pelas empresas privadas", informou. De acordo com o presidente do BNDES, as lideranças empresariais manifestaram a ambição de dobrar os investimentos em inovação nos próximos quatro anos. Planejamento Um ponto essencial para o desenvolvimento do país, na avaliação do presidente do BNDES, é o planejamento de longo prazo. Coutinho aproveitou a oportunidade para criticar algumas decisões governamentais neste sentido. "Curiosamente, toda empresa privada que se preze tem um plano de negócios com visão de longo prazo. Ao Estado foi vetado o planejamento durante um certo período. Agora, finalmente, essa bobagem já saiu da agenda. Mas perdemos a capacidade de fazer planejamento de qualidade dentro do sistema público", revelou. Para 2011, o BNDES está reservando em seu orçamento R$ 500 milhões para projetos de grande escala em setores de ampla dimensão, como aeronáutica, petroquímico, tecnologia de informação e energia. "Em cadeias onde há uma empresa âncora integradora, capaz de levar adiante os projetos, tudo se move. Onde não tem, fica difícil articular", disse Coutinho, que defende a criação de uma agenda setorial para que seja possível trabalhar as particularidades de cada cadeia produtiva. (Francine De Lorenzo | Valor)

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