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Investimento de longo prazo está mantido, diz Suzano

O prejuízo de R$ 293 milhões registrado pela Suzano no terceiro trimestre de 2008, em razão da variação de 20,3% do câmbio no período, não deve mudar os planos de longo prazo da companhia, disse o presidente da Suzano, Antonio Maciel Neto. Além de investimentos no plantio de florestas, a empresa planeja três novas fábricas até 2015 e a expansão da linha de produção de celulose na unidade de Mucuri (BA) para 2011.

Agência Estado |

"Nossos projetos para o futuro, com um novo ciclo de crescimento, estão mantidos", disse Maciel. Os projetos da Suzano para os próximos sete anos, com investimentos de US$ 6,6 bilhões, serão financiados com capital próprio, de fornecedores e com recursos do BNDES.

Segundo o executivo, apesar da atual crise financeira e escassez do crédito, as perspectivas para a celulose de fibra curta de eucalipto no longo prazo são promissoras. "Nossa perspectiva é de que a crise é séria e a recuperação dos mercados poderá ser lenta, mas ocorrerá.".

Para 2009, no entanto, a Suzano deve colocar o pé no freio. Segundo Maciel, os investimentos da empresa no ano que vem devem ser menores que os aportes realizados ao longo de 2008. Até setembro, a companhia investiu R$ 328,2 milhões, sendo dois terços na área florestal. A empresa também está reduzindo custos operacionais e cortou investimentos em melhorias nessa área - o objetivo é reforçar o caixa para os tempos de crise.

A receita líquida consolidada da Suzano no terceiro trimestre de 2008 foi de R$ 989,6 milhões, uma alta de 21,3% na comparação com o mesmo período do ano passado. De acordo com o diretor de relações com investidores da empresa, André Dorf, apesar do prejuízo contábil, a empresa avançou na produção de celulose - recorde de 694,7 mil toneladas - e nas vendas de papel: 305,7 mil toneladas no período.

"Só o volume de vendas de celulose cresceu 96% no acumulado de janeiro a setembro", diz. Segundo ele, a companhia está com R$ 1,7 bilhão em caixa para enfrentar o período de escassez de crédito.

A geração de caixa medida pelo Ebitda também foi recorde no terceiro trimestre, e chegou a R$ 365,3 milhões, 37% mais que no terceiro trimestre do ano passado.

De acordo com Maciel, o impacto do dólar valorizado é positivo para a empresa, que exporta 80% da produção de celulose e 40% da de papel. "O mais importante é que entramos na crise com um caixa reforçado", disse. Ele afirma, além disso, que a empresa está olhando oportunidades de aquisições no segmento de papel. "Estamos, sim, preparados para oportunidades que surgirem no mercado."

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