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Investidor vai à caça de pechinchas e bolsas disparam

Depois do pânico de segunda-feira por causa do fracasso na votação do pacote americano de socorro aos bancos, os investidores tiraram o dia de ontem para caçar pechinchas no mercado acionário e recompor suas carteiras. O movimento global ajudou as bolsas a recuperar um pouco o fôlego, diminuindo os prejuízos em setembro.

Agência Estado |

O Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) disparou 7,63%, para 49.541 pontos. No ano, porém, a bolsa amarga perdas de 22,45% e em setembro, de 11,03% - o pior desempenho mensal desde abril de 2004. O dólar caiu 3,3%, para R$ 1,90.

Em Wall Street, o desempenho foi semelhante. O índice Nasdaq subiu 4,97%; o Dow Jones, 4,68%; e o Standard & Poors 100 (que acompanha os papéis das 100 maiores empresas americanas), 5,43%. As bolsas européias tiveram desempenho bem abaixo do verificado nos Estados Unidos e no Brasil, mas quase todas fecharam em alta. O mercado asiático ainda repercutiu a derrota do governo americano na segunda-feira e fechou em baixa.

O movimento de ontem, no entanto, tem base "única e exclusivamente" na esperança de que algum novo pacote seja aprovado no máximo até o início da semana que vem. "Não houve nenhum fato concreto desde a tarde de segunda-feira, nem a favor nem contra. Mas, devido ao agravamento da crise, a percepção é de que alguma coisa será feita no mais tardar até a semana que vem", afirmou a economista do Banco Real, Tatiana Pinheiro.

Ela argumenta que é comum depois de uma queda tão acentuada como foi na segunda-feira ocorrer um ajuste do exagero do dia anterior. "Ontem (segunda-feira) ninguém contava com a rejeição do pacote. Foi uma surpresa e pegou os mercados no contrapé", avaliou a economista. De qualquer forma, movimentos exagerados, seja para cima ou para baixo, não são saudáveis, pois sinalizam a intranqüilidade dos investidores, que ficam sem saber para onde ir.

Embora nenhum fato concreto tenha sido apresentado ontem, o discurso mais duro do presidente americano, George W. Bush, garantindo que fará de tudo para aprovar o pacote deu ânimo aos investidores. Além disso, o secretário do Tesouro, Henry Paulson, está se mexendo para conseguir articular uma votação já na quinta-feira, depois do feriado do ano-novo judaico, afirmou a economista da Tendências Consultoria Integrada, Alessandra Ribeiro. "Se o pacote passar, o nervosismo tende a diminuir. Mas não esperem que tudo vá melhorar depois disso. A Bovespa deve ir para 51 mil pontos e o dólar, a R$ 1,85. Não esperem mais."

Segundo ela, depois do pacote, o mercado passará a refletir os números que virão da economia americana. "Além disso, será preciso responder algumas perguntas importantes, como quanto tempo vai durar a crise e qual o impacto no Produto Interno Bruto (PIB) global."

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