O dólar comercial subiu 1,19% hoje e fechou as negociações no mercado interbancário de câmbio cotado a R$ 1,786. No mês, acumula baixa de 1,11% e no ano, alta de 2,47%.

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista encerrou o pregão a R$ 1,7865, em alta de 1,22%. O euro comercial subiu 0,25% e fechou a R$ 2,432.

No mercado internacional de moedas, o investidor construiu hoje um "paredão" para ativos de risco, decidido a se resguardar em dólar e iene, ativos considerados mais seguros, diante da volta das preocupações com a Grécia e com a recuperação econômica global, de modo geral. No Brasil, contribuíram para o movimento de alta do dólar a redução na oferta pública de ações da OSX, empresa do grupo do empresário Eike Batista, e o adiamento da oferta de ações da Renova Energia, além da manutenção da taxa Selic em 8,75% ao ano, decidida ontem pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

A aflição com a Grécia se tornou mais aguda hoje porque o país tem parte de sua dívida vencendo em abril, o mês de março está acabando e ainda não há solução à vista dentro do bloco. Um membro do alto escalão do governo grego afirmou hoje à agência Dow Jones que o país pode buscar ajuda financeira do Fundo Monetário Internacional (FMI) no final de semana de Páscoa, entre 2 e 4 de abril, uma vez que Atenas tem pouca esperança de obter socorro da União Europeia na próxima semana.

De qualquer forma, o movimento de hoje é visto mais como um ajuste e realização de lucros pontual do que tendência. Ainda que a oferta da OSX tenha sido reduzida e a da Renova Energia tenha sido adiada por pelo menos mais 60 dias, alguns operadores lembram que outras ofertas estão previstas, enquanto as captações externas continuam encontrando boa demanda, como a emissão de eurobônus da Vale.

No segmento de câmbio turismo, o dólar subiu 0,87% para R$ 1,863 (venda) e R$ 1,75 (compra). O euro turismo subiu 0,56% para R$ 2,527 (venda) e R$ 2,323 (compra), em média.

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