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Investidor repercute reunião do G-20

Os mercados financeiros devem repercutir já no início da semana o resultado da cúpula do G-20, realizada sábado em Washington. Os líderes das maiores economias do mundo - responsáveis por 85% do Produto Interno Bruto (PIB) global - prometeram pôr em prática 47 medidas para garantir mais estabilidade ao sistema.

Agência Estado |

Outros fatores também vão mexer com o humor dos investidores. Entre eles, os depoimentos do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Ben Bernanke, e do secretário do Tesouro, Henry Paulson, ao Congresso, amanhã. Ambos vão falar ao Comitê de Serviços Financeiros da Câmara dos Representantes.

Em termos de indicadores econômicos, os destaques desta semana nos EUA são a produção industrial de outubro, que sai amanhã, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) também de outubro, na quarta-feira, e o Índice dos Indicadores Antecedentes de novembro, na quinta.

No Brasil, os analistas continuarão atentos ao comportamento do dólar, que subiu mais de 5% na semana passada - na sexta-feira, fechou a R$ 2,27. A cotação da moeda americana é chave para traçar a tendência dos índices de inflação e, conseqüentemente, para a taxa básica de juros (Selic).

Hoje, os analistas estão divididos. Parte avalia que o efeito inflacionário do dólar será relevante e obrigará a autoridade monetária a elevar de novo a Selic. Outros acreditam que o risco maior para o País, hoje, é de desaceleração, o que deve levar o BC a reduzir o juro em 2009.

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