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Investidor realiza lucro puxando queda de 2,45% na Bovespa

SÃO PAULO - Depois de subir mais de 16% em seis dias seguido de alta, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) passa por uma realização de lucros nesta quarta-feira. Por volta das 13h10, o Ibovespa caía 2,45%, para 41.

Valor Online |

277 pontos, com giro em R$ 1,14 bilhão.

Segundo o economista da UM Investimentos, Hersz Ferman, o cenário externo negativo e a perda de valor das commodities também estimulam a investidor a colocar no bolso os ganhos do começo do ano.

Em Wall Street, o Dow Jones iniciou o dia com perda de 1,63%, enquanto o Nasdaq caía 2,06%. Pesando sobre o humor do investidor, a ADP, empresa que processa folhas de pagamento, apontou que o setor privado norte-americano perdeu 693 mil postos de trabalho em dezembro, resultado pior do que o esperado.

Segundo Ferman, ainda é muito cedo para falar em melhora de cenário. O que acontece, na visão do especialista, é que os investidores estão percebendo que a situação não é tão ruim quanto a precificada no final de 2008. "Está limpando aquele cenário de catástrofe do final do ano."
O economista aponta que esse melhora de sentimento decorre da série de medidas de estímulo à economia anunciadas ao longo de dezembro, como rodadas mundiais de corte de juros e expectativa de redução de impostos nos EUA. "Em alguns momentos essas medidas vão bater na economia, não que resultem em crescimento, mas devem conter uma recessão mais severa", explica.

Para Ferman, um sinal claro da melhora no grau de aversão ao risco do mercado foi a captação externa que o Tesouro brasileiro realizou ontem, ao vender US$ 1,025 bilhão em títulos de 10 anos. "Se o país consegue captar, isso é um sinal de que há maior apetite por crédito no mercado externo, o que acaba sendo positivo também para as empresas."
Puxando as perdas dentro do Ibovespa, Petrobras PN caía 2,75%, a R$ 24,75. Vale PNA, que subiu mais de 20% em três dias, perdia 2,93%, a R$ 28,10.

Entre as siderúrgicas, Usiminas PNA se desvalorizava 3,24%, para R$ 30,16, CSN ON apontava baixa de 2,81%, a R$ 35,56, e Gerdau PN perdia 0,67%, a R$ 17,58.

Queda acentuada também para os bancos. Itaú PN cedia 2,98%, a R$ 29,24. Bradesco PN perdia 2,58%, a R$ 24,84, e as units do Unibanco apontavam queda de 3,48%, a R$ 16,32.

À parte da instabilidade, Aracruz PNB subia 10,29%, a R$ 3,0, com o sexto maior volume do dia. Corre pelo mercado que a empresa estaria próxima ou já teria fechado o acordo com os bancos para quitar a dívida de mais de US$ 2 bilhões em derivativos cambiais. Outro rumor envolve a possibilidade de venda de algum ativo da companhia, como a Veracel. "Não tem notícias para justificar essa alta. Está na cara que algo deve ser anunciado", afirma um operador que prefere não se identificar.

Forte valorização também para TIM Part ON, que subia 5,47%, a R$ 5,19. Entre as elétricas, Cemig PN aumentava 1,26%, a R$ 31,90, e Cteep PN ganhava 0,24%, a R$ 41,40.

Fora do índice, a ação ON da Açúcar Guarani disparava 32,07%, para R$ 3,50. Bom desempenho também para Fertilizando Heringer, que ganhava 9,9%, a R$ 5,88.

No câmbio, o dólar também recupera parte da perda de 9,6% que acumulou nos últimos quatro dias. As compras se acentuaram depois que o Banco Central apontou que fluxo cambial de dezembro ficou negativo em US$ 6,37 bilhões. Em todo ano de 2008, o resultado foi negativo em US$ 983 milhões. Há pouco, o dólar comercial apontava alta de 2,47%, a R$ 2,234 na venda.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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