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Investidor ignora dados negativos e Bovespa sobe 0,75%

Por Aluísio Alves SÃO PAULO (Reuters) - Um dia depois de abrir o mês com fortes perdas, o investidor da Bolsa de Valores de São Paulo tomou emprestado o otimismo de Wall Street e foi às compras nesta terça-feira.

Reuters |

No final de uma sessão volátil, pontuada por notícias da crise e pela expectativa de novos pacotes para enfrentar seus efeitos, o Ibovespa fechou o dia valorizado em 0,75 por cento, aos 35.000 pontos.

O giro financeiro da sessão teria sido fraco como nas últimas semanas não fossem operações extraordinárias que elevaram o volume para 6,64 bilhões de reais, o maior desde 15 de outubro.

Sozinha, a oferta pública de aquisição de ações (OPA) da Anglo Ferrous Brazil movimentou 3,17 bilhões de reais. A OPA de papéis ordinários e preferenciais da Petroquímica União acrescentou outros 271,6 milhões de reais ao total do pregão.

Como já virou hábito, o dia foi recheado de notícias de estragos relacionados à crise. A General Motors anunciou que suas vendas nos Estados Unidos desabaram 41 por cento em novembro. Os bancos Credit Suisse e HSBC anunciaram demissões na Grã-Bretanha. E o Wall Street Journal informou que o Goldman Sachs deve ter prejuízo de até 2 bilhões de dólares no quarto trimestre.

"Os dados macroeconômicos continuam ruins. Os dados das montadoras, como os da GM, são assustadores", disse Carlos Camacho, gestor de renda variável da GAP Asset Management.

Mas um dia depois da perda acentuada que empurrou os principais índices de Wall Street para perto das mínimas em 11 anos os investidores só tiveram olhos para dados que pudessem sustentar uma recuperação das ações.

E o pretexto veio com o anúncio de que a gigante General Eletric não vai mudar sua política de distribuição de dividendos a acionistas, mesmo com a crise.

Além disso, os investidores seguiram esperançosos de que o governo dos Estados Unidos vai concordar em socorrer as montadoras do país, incluindo a própria GM, com um pacote multibilionário, embora o próprio governo tenha avisado que uma ajuda não deve vir tão cedo.

Na bolsa paulista, o movimento positivo foi sustentando pelos setores financeiro e elétrico e por altas pontuais. Uma delas foi Tam, com avanço de 10,3 por cento, a 17,65 reais, favorecida pela queda do petróleo.

A mesma queda que, de outra forma, pressionou o Ibovespa já que pesou sobre a ação mais importante do índice, Petrobras, que caiu 0,54 por cento, a 18,30 reais.

As blue chips, aliás, foram na contramão da tendência majoritariamente positiva do mercado. BM&F Bovespa cedeu 2,55 por cento, valendo 4,58 reais, e Vale recuou 1,75 por cento, a 22,49 reais.

(Reportagem adicional de Felipe Pacheco)

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