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Investidor francês que se suicidou deu US$ 50 milhões a Madoff, diz jornal

Nova York, 29 dez (EFE).- O aristocrata francês Rene-Thierry de la Villehuchet, que aparentemente cometeu suicídio semana passada em Nova York, confiou US$ 50 milhões ao megainvestidor Bernard Madoff, acusado de orquestrar a maior fraude da história através de um esquema de pirâmide financeira, disse o The Wall Street Journal.

EFE |

"De la Villehuchet trouxe algumas das pessoas mais ricas da Europa a Bernard Madoff graças a um potente gancho comercial: ele investiu dinheiro de seu próprio bolso", comentou o jornal.

O francês, de 65 anos, foi encontrado morto em seu escritório de Nova York no último dia 23, com as veias cortadas e tranqüilizantes por perto. As autoridades acham que ele se suicidou, mas ainda não foram divulgados os resultados da autópsia praticada.

Ele investiu cerca de US$ 1,4 bilhão dos clientes de sua firma Access International Advisors, com sede em Nova York, no esquema de Madoff, detido em 11 de dezembro acusado de montar uma fraude que, segundo ele mesmo, poderia chegar a US$ 50 bilhões.

Entre seus clientes estavam o banco de investimento Rothschild & Cie e Liliane Bettencourt, filha do fundador da L'Oréal e considerada a mulher mais rica do mundo segundo a "Forbes".

"No início do ano, por exemplo, conforme a crise financeira ganhava força e os investidores buscavam refúgios seguros, De la Villehuchet pedia a amigos e parentes que transferissem parte de seus fundos a Madoff, como ele mesmo tinha feito", disse o "Wall Street Journal".

A publicação cita como fonte Bertrand de la Villehuchet, irmão do aristocrata francês e que também confiou a Madoff 20% de sua fortuna. Ainda segundo ele, o investimento de Rene-Thierry serviu como garantia de confiança para outros investidores.

Bertrand não tem dúvida de que seu irmão se matou por não agüentar a sensação de culpa ao ter feito outras pessoas caírem na armadilha montada por Madoff.

"Pode parecer antiquado, mas este é seu sentido de honra", afirmou ele em entrevista ao "Wall Street Journal". EFE mgl/dp

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