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Investidor firma acordo para receber R$ 74 mil perdidos com aplicações

SÃO PAULO - O advogado e investidor Raphael Lunardelli Barreto conseguiu reaver perdas de suas aplicações financeiras no mercado de capitais no valor de R$ 74 mil após entrar em um acordo com a SLW Corretora, empresa por meio da qual fazia suas operações. O acordo foi homologado pela 25ª Vara Cível Central de São Paulo.

Valor Online |

O acerto foi feito após o início de um processo judicial em dezembro, em que o investidor alegou que um operador da corretora teria realizado transações sem que ele tivesse dado as ordens para compra e venda dos instrumentos financeiros. Segundo o advogado da ação, Luiz Felipe Butori, do mesmo escritório atual do litigante - Mesquita, Queiroz, Butori e Barreto Advogados - o investidor notou em seu extrato "diversas operações realizadas que ele não autorizou" no mês de abril do ano passado, quando pediu para que seu operador na corretora ser trocado. Na época, a carteira apresentava ganhos. Em julho, o mesmo fato teria se repetido, desta vez com o uso de aplicações de day-trade (com compra e venda no mesmo dia) e a termo (que são alavancadas). Desta vez, a carteira tinha perdas. Ainda no final de julho, o investidor teria ficado com seu saldo zerado na corretora, quando decidiu finalmente mover a ação.

Segundo Butori, o valor de R$ 74 mil foi informado pela corretora e era todo o capital investido por Barreto antes de as operações alegadamente não autorizadas terem sido feitas em julho.

Apesar de ter firmado o acordo com o investidor, o presidente da SLW, Peter Weiss, afirma que o caso "é uma farsa" e critica a divulgação do tema para a imprensa enquanto o acerto está sendo pago conforme combinado, em seis parcelas. De acordo com ele, a corretora optou por fazer o acordo somente porque o agente autônomo que era responsável pelas aplicações do investidor concordou em reembolsar a empresa.

Segundo Weiss, o investidor assinou contratos autorizando a realização de operações com derivativos, trabalhava no mesmo prédio da corretora, realizava as ordens por telefone e acompanhava os relatórios. Ainda de acordo com o presidente da SLW, o investidor realmente trocou de agente autônomo dentro da corretora, por três vezes, mas porque considerava que o risco das operações que realizava era "demasiadamente pequeno", enquanto seus colegas na época obtinham ganhos maiores, com operações mais arriscadas.

Ao mesmo tempo em que enviou a primeira notificação extrajudicial para a SLW em agosto, o investidor também comunicou a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre o ocorrido. No texto do acordo, a corretora fica autorizada a comunicar a autarquia sobre o acerto firmado.

(Fernando Torres | Valor Online)

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