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Investidor embolsou ganhos e Bovespa caiu; dólar subiu para R$ 2,24

SÃO PAULO - Sem susto e muito menos surpresa os mercados brasileiros passaram um movimento de correção na quarta-feira, devolvendo parte dos ganhos ou recuperando parte das perdas acumuladas entre o apagar de 2008 e o começo de 2009. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que vinha de seis altas seguidas, teve a maior perda diária desde 22 de dezembro, mas defendeu o importante patamar dos 40 mil pontos.

Valor Online |

Com mais de 50 dos 66 papéis registrando variação negativa, o Ibovespa caiu 3,53%, aos 40.820 pontos. O giro financeiro foi menor que o observado nos últimos pregões, somando R$ 2,99 bilhões.

O mau humor externo e a desvalorização no preço das commodities deram respaldo à necessidade de embolsar os ganhos recentes. Em Wall Street, os investidores também foram as vendas, apoiados em fracos indicadores econômicos, menores vendas da Intel e corte de produção e pessoal na Alcoa. Com isso, o Dow Jones perdeu 2,72%, enquanto o Nasdaq caiu 3,23%.

Também surgiram algumas críticas ao aclamado plano de estímulo que está sendo gestado pelos assessores do presidente eleito Barack Obama. A questão é: quem vai pagar a conta?
O assunto ganhou o noticiário depois que a Comissão Orçamentária dos EUA divulgou uma previsão de déficit fiscal de US$ 1,2 trilhão para 2009, ou 8,3% do Produto Interno Bruto (PIB), sem considerar o plano de Obama.

No câmbio, o dólar interrompeu uma série de quatro baixas consecutivas e perda acumulada de 9,7%. Segundo operadores, a explicação também é realização de lucros. Na terça-feira, os agentes já alertavam que pelas análises técnicas a moeda estava sobrevendida. O Banco Central continua fora do mercado, sinalizando que a oferta de moeda segue compatível com a demanda.

Operando em alta desde o começo dos negócios, o dólar comercial fechou a quarta-feira com valorização de 2,75%, negociado a R$ 2,238 na compra e R$ 2,24 na venda.

Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a divisa também subiu 2,75%, fechando a R$ 2,24. O giro financeiro somou US$ 98,75 milhões, menos da metade do observado terça-feira.

Dando continuidade ao movimento iniciado no final da terça-feira, os juros futuros apontaram para cima na BM & F. O ajuste de baixa chegou a seu limite no momento, com as curvas embutido quatro reduções de 0,5 ponto percentual na Selic ao longo do ano. Essa é a mesma expectativa do mercado.

Confirmando que a movimentação é técnica e não denota mudança nos fundamentos, que continuam sendo de juros em trajetória descendente, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI), que apontou deflação de 0,44% em dezembro, abaixo do piso das estimativas.

Ao final do pregão, o contrato de Deposito Interfinanceiro (DI) com o vencimento para janeiro de 2010, o mais liquido, apontava alta de 0,08 ponto percentual, para 12,07%. Já o contrato para janeiro 2011 avançou 0,16 ponto, a 12,13%. E janeiro 2012 apontava 12,25%, aumento de 0,20 ponto.

Na ponta curta, o contrato para março de 2009 ganhou 0,01 ponto percentual, para 13,25%, e o DI para julho de 2009 recuou 0,01 ponto, projetando 12,59% ao ano.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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