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Intervenção em firmas hipotecárias dos EUA tranqüiliza China, Japão e Rússia

Washington, 9 set (EFE) - A decisão do Governo dos Estados Unidos de intervir nas duas maiores firmas hipotecárias do país estende a proteção a credores estrangeiros como China, Japão e Rússia, que possuem uma parte importante de sua dívida, indicou hoje o jornal The Washington Times. Como foi anunciado o resgate, os mais de US$ 1 trilhão em títulos de dívida de Fannie Mae e Freddie Mac nas mãos de investidores estrangeiros estarão protegidos até se os dois gigantes hipotecários forem à falência, destacou o Washington Times. Mas os grandes bancos dos EUA que compraram ações ordinárias e preferenciais das duas empresas hipotecárias poderiam recuperar somente uma parte de seu valor original, acrescentou o periódico. Fannie Mae e Freddie Mac, criadas na década de 1930 para revitalizar o mercado imobiliário durante a Grande Depressão, passaram de empresas estatais a de capital misto duas décadas mais tarde e agora possuem quase a metade da dívida hipotecária dos EUA, US$ 11 trilhões. A Administração de George W. Bush interveio no domingo em ambas as empresas, afetadas pelas hipotecas de alto risco, substituiu seus executivos principais e prometeu um apoio de US$ 200 bilhões para mantê-las em funcionamento.

EFE |

Os dados do Departamento do Tesouro americano e das empresas indicam que, dos US$ 1,5 trilhão de títulos de Fannie Mae, Freddie Mac e outras agências menores do Governo dos EUA vinculados às hipotecas que estão nas mãos de estrangeiros, a China possui US$ 376 bilhões.

O Japão tem US$ 228 bilhões e a Rússia, outros US$ 75 bilhões.

O secretário do Tesouro, Henry Paulson, quando anunciou a intervenção de Freddie Mac e Fannie Mae explicou que o resgate das instituições era crucial, não só para a economia americana, mas para a estabilidade dos mercados financeiros globais.

Brad Setser, um analista geoeconomia do Conselho de Relações Exteriores, disse ao "Washington Times" que "esta talvez seja a primeira vez que os bancos centrais estrangeiros usaram sua alavanca como credores para fazer com que o Governo dos EUA adotasse medidas que protegessem os interesses estrangeiros". EFE jab/db

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