O volume de usuários que acessam a internet pelo celular ficou estagnado no período entre dezembro de 2008 e dezembro de 2009. A conclusão é de uma pesquisa feita pelo Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic.

O volume de usuários que acessam a internet pelo celular ficou estagnado no período entre dezembro de 2008 e dezembro de 2009. A conclusão é de uma pesquisa feita pelo Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic.br). As principais razões para isso, dizem analistas, são o valor de aparelhos e serviços e as redes de tecnologia 3G, cuja capacidade de transmissão está próxima do limite. Alexandre Barbosa, coordenador da pesquisa e gerente do Cetic.br, que integra o Comitê Gestor de Internet no Brasil (CGI.br), órgão formado por representantes de diversos ministérios para incentivar o desenvolvimento da web no País, afirma que a pesquisa mostra aumento de usuários na classe A, estabilização na classe B e queda na classe C. A divisão dos 11, 2 mil entrevistados tomou por base o critério chamado de Brasil, cuja classificação leva em conta número e diversidade de utensílios domésticos que as pessoas têm em casa e o grau de instrução dos chefes das famílias. Para Barbosa, as tarifas cobradas pelas empresas de telefonia ainda são caras para o padrão de renda da maioria da população. Popularização Levantamento feito pela reportagem nos sites das operadoras mostra existirem planos que custam a partir de R$ 49,90 e que permitem tráfego de dados entre 250 Megabytes (MB) e 2 Gigabytes (GB), volumes considerados pelo mercado como médio e alto respectivamente. Já aparelhos desbloqueados com tecnologia 3G foram encontrados a partir de R$ 549 no site Buscapé (www.buscape.com). Eduardo Tude, presidente da consultoria Teleco, especializada em tecnologia, explica que a popularidade do serviço tem crescido desde 2008. Segundo ele, a demanda pelo produto foi maior que a esperada e o resultado foi o congestionamento da rede de transmissão. Tude espera aumento no número de usuários em 2010, mas não arrisca prever algum número. Uma certeza do mercado, acrescenta o presidente da Teleco, é a corrida das empresas para expandirem a capacidade de suas redes. Além de apostar na melhoria da qualidade e na popularização dos serviços, o presidente da Teleco acredita que, em pouco tempo, a maioria dos acessos à internet será feita via celular. "Acredito ser esta a grande tendência dos próximos anos", afirma o executivo. Estrada cheia Ethevaldo Siqueira, consultor especializado em novas tecnologias, culpa a saturação da frequência como obstáculo à expansão do número de usuários. "É como uma estrada, quanto maior o volume de tráfego mais lenta fica". Para o professor de Segurança da Informação e Redes da Faculdade de Informática e Administração Paulista (Fiap), Almir Meira, o serviço é recomendado para quem precisa estar conectado 24 horas por dia à rede e não tem ponto de trabalho fixo. "Vendedores e pesquisadores são um exemplo", explica. Meira aconselha os consumidores a contratarem o serviço sempre seguindo o seu perfil. O administrador de empresas Marco Antonio Galante Júnior, de 31 anos, acessa a internet de seu smartphone há cerca de dois anos. "Como sempre estou em trânsito conto com a comodidade de acessar a rede de onde eu estiver porque há decisões que não podem esperar", explica ele. Galante afirma usar um pacote de acesso ilimitado à rede, que inclui serviços de voz. Ele conta que sua conta mensal, em média, é de R$ 500. "Antes o valor não passava dos R$ 300", afirma. <i>As informações são do Jornal da Tarde.</i>
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