O Itamaraty afirmou que tomou a decisão de apoiar um pacote na Organização Mundial do Comércio baseado no interesse nacional. O chanceler Celso Amorim justificou nesta segunda-feira sua decisão de ter sido o primeiro país a aderir ao pacote da OMC para salvar a Rodada Doha e de se distanciar da posição de uma grande parte dos países emergentes.

A iniciativa gerou surpresa entre outros países emergentes, que continuam rejeitando o pacote que prevê cortes de tarifas e de subsídios nos países ricos. Mas também exige a redução de medidas protecionistas nos países emergentes.

"Apoiamos o pacote porque consideramos que é o melhor para o Brasil e para o Mercosul. Se apoiasse posições extremadas, teria que trair interesses brasileiros e de sócios como Paraguai, Uruguai e mesmo a Argentina", justificou Amorim.

Na avaliação do Itamaraty, os sinais dos países ricos foram suficientes para que o Brasil pudesse aderir ao pacote, admitindo que os exportadores nacionais teriam ganhos em áreas importantes e que esperava um acesso novo nos mercados ricos para o etanol como resultado da Rodada. Mas, para Argentina e Índia, o que Europa e Estados Unidos ofereciam não era suficiente.

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