As vendas de computadores no Brasil devem atingir entre 12 milhões e 13 milhões de unidades em 2008, com baixa de 7% a 14% sobre os 14 milhões projetados anteriormente pelo presidente da Intel, Oscar Clarke. Mesmo assim, traduzirá crescimento ante os 10,4 milhões de equipamentos vendidos no ano passado.

Para 2009, em vez dos 17 milhões de PC's calculados antes da crise, Clarke diz agora que "gostaria" que as vendas se mantivessem no mesmo patamar de 2008. Mesmo com estimativas mais conservadoras, o executivo está convicto de que o País alçará, já em 2009, a condição de terceiro maior mercado mundial de computadores. Hoje na quarta posição, atrás de Estados Unidos, China e Japão, o Brasil subiria um degrau não apenas porque está mais sólido economicamente, mas também porque o Japão caminha para uma recessão.

Recentemente, o grupo que fabrica microprocessadores reduziu sua previsão de faturamento global no quarto trimestre em mais de US$ 1 bilhão - indicando um forte declínio no negócio desde meados de outubro. Hoje, o presidente da Intel Brasil disse ser difícil dimensionar o tamanho da crise financeira global, mas que o grupo continuará investindo e, de posse do caixa que acumula ao redor do mundo, está interessado em ir às compras. "Há ativos no mercado a preços muito baixos e estamos analisando várias áreas", afirmou hoje, durante coletiva chamada para comemorar os 40 anos da empresa, celebrados em julho.

De acordo com Clarke, a Intel tem programados, para 2008, investimentos de US$ 11,4 bilhões em Pesquisa & Desenvolvimento (P&D), valor ligeiramente menor que os US$ 11,5 bilhões anunciados antes da crise. "A gente vai continuar investindo, pois existe um bom espaço para movimentos estratégicos que, no futuro, vão nos trazer benefícios."

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