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Integração de operações será o foco do setor de carnes este ano

A recuperação da demanda externa forma um cenário mais otimista para as indústrias de carnes em 2010, com perspectiva de aumento de receita e melhora nas condições de liquidez, com as empresas captando recursos por meio de emissão de dívida ou ações. Depois da forte onda de fusões e aquisições verificada no setor, a expectativa é de um ano mais tranquilo para o processo de consolidação, com as maiores empresas focadas na integração de suas operações com as incorporadas e na consequente captura de sinergias.

AE |

A recuperação da demanda externa forma um cenário mais otimista para as indústrias de carnes em 2010, com perspectiva de aumento de receita e melhora nas condições de liquidez, com as empresas captando recursos por meio de emissão de dívida ou ações. Depois da forte onda de fusões e aquisições verificada no setor, a expectativa é de um ano mais tranquilo para o processo de consolidação, com as maiores empresas focadas na integração de suas operações com as incorporadas e na consequente captura de sinergias. Isso pode resultar em melhora na classificação de risco, na avaliação é da agência de classificação de risco Moodys, que divulgou relatório sobre o setor. "As companhias estão com foco em integrar as operações que compraram durante a crise, o que configura tendência de queda na alavancagem de algumas delas", diz o analista Soummo Mukherjee, da Moodys. No ano passado, Perdigão e Sadia anunciaram uma fusão e criaram a BRF-Brasil Foods. A JBS Friboi uniu suas operações ao frigorífico Bertin e adquiriu a processadora de frango americana Pilgrims Pride. Já a Marfrig Alimentos comprou a Seara. Entre as companhias avaliadas pela Moodys - BRF, JBS, Marfrig, Minerva e Independência -, a companhia resultante da fusão entre Sadia e Perdigão tem o maior rating: Ba1, com perspectiva estável. Segundo Mukherjee, o fato de a empresa ter, em comparação com seus pares, o maior porcentual da receita proveniente de produtos com marca e valor agregado, que oferecem melhores e margens mais estáveis, faz a diferença. "Embora a alavancagem seja uma maneira rápida de se fazer uma análise de crédito, a Moody's não tem foco nesse indicador na sua avaliação. A geração de caixa das operações é mais importante", disse. No caso da BRF, ressalta o analista, o fluxo de caixa operacional é, historicamente, sempre positivo. E a atuação com o consumidor final, com marcas fortes e produtos de alto valor agregado, seria a principal responsável por esse desempenho.

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