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Institutos econômicos dizem que Alemanha está à beira da recessão

Ingrid Haack. Berlim, 14 out (EFE).- O novo relatório apresentado hoje em Berlim pelos principais institutos econômicos alemães - no qual os especialistas prevêem uma estagnação em 2009, no melhor dos casos, e um retrocesso, caso as medidas contra a crise não dêem resultado - diz que a Alemanha está à beira da recessão.

EFE |

"Nos últimos anos, a Alemanha se beneficiou mais do que outros do bom desempenho da economia mundial por causa do fato de seu mercado ser eminentemente exportador", declarou Udo Ludwig, diretor do Instituto de Pesquisa de Halle (IWH) ao apresentar o relatório.

"Por outro lado, agora se vê especialmente afetado pelo esfriamento da conjuntura internacional", acrescentou.

Participaram do estudo oito institutos - cinco da Alemanha, dois da Áustria e um da Suíça.

Ante a imprevisibilidade da crise financeira internacional, os especialistas desenvolveram duas alternativas de previsão: uma na qual partem da idéia de que os programas de resgate aprovados pelos Governos darão resultados satisfatórios - algo que consideram ser mais provável. E uma segunda, ante a possibilidade de fracasso.

Na primeira, os institutos prevêem um crescimento econômico de 0,2% na Alemanha para 2009.

Para este ano, os institutos ainda prevêem um aumento do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,8%, crescimento que terá ênfase no bom andamento do primeiro semestre, ante a uma segunda metade do ano na qual provavelmente será registrado um retrocesso de 0,7%.

Este modelo de estudo, que os especialistas classificam de "básico", ressalta que "a economia alemã está atualmente ante uma recessão", como conseqüência do enfraquecimento generalizado da conjuntura, esfriamento que não se deve exclusivamente à crise financeira.

No entanto, ao contrário do modelo classificado de "risco", os institutos alemães Ifo, IfW, IWH, IMK e RWI, assim como o KOF, da Suíça, e os IHS e Wifo, da Áustria, calculam que após a queda dos investimentos nesta segunda metade do ano, a produção começará a aumentar no início de 2009.

A isto se junta que o consumo particular continuará estável, que a inflação cairá de 2,8% para 2,3%, que os salários aumentarão e que o desemprego não aumentará - permanecerá em 7,5%. No entanto, a economia não crescerá mais que 0,2%.

Por outro lado, o modelo de risco parte da idéia de que a economia mundial entrará em recessão, sobretudo em virtude da crise financeira, o que conduziria a uma desestabilização da economia doméstica e a uma detenção brusca do consumo, entre outros fatores.

"Neste caso, a Alemanha cairia em uma recessão acentuada, como a que houve, por exemplo, durante a crise do petróleo nos anos 1970 e no início dos 1980", declarou Ludwig.

Neste caso, diminuiriam principalmente os investimentos em bens de capital e o PIB cairia 0,8%.

Os recentes programas de resgate aprovados por vários Governos constituem, segundo os institutos, uma peça fundamental para evitar que aconteça o pior dos panoramas descritos. EFE ih/fh/fal

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