Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Instituto quer código de governança próprio para bancos

Plano é ter uma lista pronta até o fim de 2011

Aline Cury Zampieri, iG São Paulo |

O Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) está elaborando um código de melhores práticas voltado apenas aos bancos. A ideia, segundo Francisco da Silva Coelho, coordenador de governança para instituições financeiras do IBGC, é ter uma lista pronta até o fim de 2011.

A governança corporativa é um assunto relativamente novo no Brasil. O Instituto Brasileiro de Conselheiros de Administração (IBCA), que deu origem ao IBGC, foi fundado em novembro de 1995. A intenção do grupo de 36 criadores era ter no País um organismo que colaborasse com a qualidade da alta gestão das organizações brasileiras.

A ideia era fortalecer a atuação de um órgão de supervisão e controle nas empresas. Com o passar do tempo, entretanto, as preocupações se ampliaram para questões de propriedade, diretoria, conselho fiscal e auditoria independente.

O primeiro código do IBGC, com recomendações às empresas, foi lançado em maio de 1999. O "Código das Melhores Práticas de Governança Corporativa" tinha foco na atuação do conselho de administração. Dez anos depois, em 2009, o compêndio de recomendações chegou à sua quarta edição e passou a abranger novos temas provenientes do desenvolvimento do mercado de capitais e dos desdobramentos da crise econômica mundial de 2008.

Em 2001, acompanhando o aumento do interesse do mercado pelo assunto, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) lançou o Índice de Governança Corporativa (IGC), que mede o desempenho de ações de empresas que apresentem bons níveis de gestão. Este ano, o IGC sobe 15%, ante alta de 4,33% do Ibovespa. As ações com maior peso na carteira são Vale (7,58%), Itaú Unibanco (7,50%) e Bradesco (5,3%).

Coelho, do IBGC, não deu detalhes sobre os pontos do código que está sendo elaborado para os bancos, mas defende recomendações em separado por considerar o setor bancário como diferente. “As instituições financeiras são diferenciadas. São concessões públicas e, por isso devem servir a dois senhores: o acionista e a sociedade”, diz. Por isso, possuem um modo de operação próprio, com regras próprias, e que devem ser observadas.

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG