SÃO PAULO - Deixando de lado a tentativa de aumento observada no começo do pregão, os contratos de juros futuros voltam a apontar para baixo nesta sexta-feira. O gerente da mesa financeira da Hencorp Commcor Corretora, Rodrigo Nassar, observou que o recuo nos vencimentos é limitado pelo ambiente externo negativo depois que os senadores americanos acabaram com o plano de US$ 14 bilhões em ajuda às montadoras do país.

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 operava com baixa de 0,05 ponto percentual, a 12,80%. O contrato para janeiro 2011 tinha desvalorização de 0,01 ponto, a 13,40%. Janeiro de 2012 apontava 13,58%, leve alta de 0,01 ponto percentual.

Na ponta curta, o DI para janeiro de 2009 operava estável a 13,40%. O vencimento de julho de 2009 perdia 0,05 ponto, projetando 13,09%.

Nassar comentou que a curva já perdeu grande parte do prêmio de risco que vinha carregando. O vencimento janeiro de 2010, por exemplo, era negociado acima de 14,7% três semanas atrás.

Agora o especialista acredita que os contratos devem ficar operando próximo da estabilidade, no aguardo de mais sinalizações sobre a possibilidade de redução na taxa Selic.

O consenso de juros menores já no começo de 2009 foi reforçado na quarta-feira pelo comunicado do Banco Central (BC). Conforme o esperado, o Comitê de Política Monetária (Copom) segurou a taxa básica de juro estável em 13,75%, mas afirmou que a possibilidade de corte foi discutida pela maioria dos membros.

Segundo Nassar, o afrouxamento da política monetária deve começar já na reunião de 21 de janeiro. No entanto, ainda é cedo para estimar o tamanho da redução, se de 0,25 ponto ou de 0,5 ponto percentual. Ele observa que os dados de inflação que serão apresentados até a reunião podem ajudar a determinar o passo de redução da Selic.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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