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Instabilidade externa fala mais alto e Bovespa cai 0,48%

SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) tentou, mas não resistiu à instabilidade externa e fechou a quinta-feira em território negativo. A direção do índice foi decidida no ajuste final de posições e o Ibovespa encerrou apontando baixa de 0,48%, aos 35.

Valor Online |

127 pontos. O giro financeiro somou R$ 2,62 bilhões, baixo em comparação com os outros dias.

O superintendente da Banif Corretora, Raffi Dokuzian, chama atenção para a forte resistência do índice nos 35 mil pontos, patamar defendido pelos investidores mesmo com as perdas acentuadas em Wall Street.

Com cerca de meia hora de pregão pela frente, o Dow Jones registrava queda de 3,45%, enquanto a bolsa eletrônica Nasdaq perdia 4,16%.

Segundo Dokuzian, a grande interrogação no mercado externo é o futuro das montadoras, que hoje voltaram a Washington em busca de US$ 34 bilhões para continuar operando.

Observadas as proporções, o especialista avalia que esse episódio se assemelha à votação do projeto de US$ 700 bilhões moldado pelo tesouro dos EUA para salvar os bancos. A proposta foi derrotada pelo congresso em 29 de setembro, trazendo pânico aos mercados. Depois reavaliada e aprovada no começo de outubro.

Independentemente do desfecho, o problema com as montadoras levanta preocupação, pois outros setores da economia podem estar com a mesma dificuldade e logo terão que recorrer ao governo.

Voltando o foco para o mercado interno, o superintendente avalia que o clima é bastante pessimista com as demissões que começam a ser anunciadas. Basta lembrar que ontem, a Vale demitiu 1,3 mil funcionários e colocou outros 5,5 mil em férias.

A preocupação maior, agora, passa a ser com a economia real e Dokuzian aponta para as revisões nas projeções de crescimento, que passam a apontar Produto Interno Bruto (PIB) avançando apenas 2% em 2009. "Isso é bastante negativo para a Bovespa."
Quanto à condução da política monetária dentro desse ambiente, o especialista acredita que o Banco Central manterá a taxa de juros em 13,75% agora em dezembro, mas que já é possível visualizar cortes de juros em 2009. "O BC vai ficar bastante atento com a economia local e internacional e, no primeiro sinal de uma desaceleração maior, ele baixa os juros", disse.

No âmbito corporativo, a queda acentuada nas ações da Petrobras e da Vale derem o rumo do pregão. Seguindo o preço do WTI, que caiu para baixo dos US$ 44 o barril, o papel PN da estatal caiu 3,67%, fechando aos R$ 18,60. A ação PNA da mineradora se desvalorizou 2,22%, para R$ 21,96. Depois das demissões ontem, a empresa anunciou redução na sua produção de níquel, com paralisação de minas no Canadá.

Resistindo à instabilidade, Itaú PN subiu 0,86%, para R$ 26,93, as units do Unibanco avançaram 1,83%, para R$ 14,96 e ação ON da CSN teve valorização de 1,52%, para R$ 24,00.

Forte alta e elevado volume para o papel ON da BM & FBovespa, que ganhou 3,47%, para R$ 4,47. Parte da alta é atribuída às notícias indicando que o bilionário mexicano Carlos Slim pretende comprar grande participação em ações da bolsa brasileira.

O setor de papel e celulose operou com destaque. A ação PNA da Aracruz ganhou 3,91%, para R$ 1,86. A Votorantim deve apresentar nova proposta para compra de participação que ainda não detém na companhia. O papel PN VCP subiu 4,75%, para R$ 13,21.

Destaque de alta para Brasil Telecom SA PN, que fechou valendo R$ 15,60, com valorização de 8,86%. As ações ON das construtoras Cyrela e Gafisa ganharam mais de 6% cada, para R$ 7,48 e R$ 8,20, respectivamente.

Na ponta oposta, a unit da América Latina Logística caiu 6,04%, fechando a R$ 9,95. Perdigão ON, Petrobras ON e Bradespar PN perderam mais de 4% cada.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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