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SÃO PAULO - Depois que o Banco Central (BC) fez duas atuações no mercado à vista ontem, o que não ocorria desde 2007, a instabilidade no mercado de câmbio é grande nesta sexta-feira. Passando por cima da cena externa conturbada e da queda no preço do euro, os vendedores seguem pautando o pregão no mercado local. Ao redor de 11h40, o dólar comercial apontava queda de 0,11%, a R$ 1,748 na compra e R$ 1,750 na venda.

SÃO PAULO - Depois que o Banco Central (BC) fez duas atuações no mercado à vista ontem, o que não ocorria desde 2007, a instabilidade no mercado de câmbio é grande nesta sexta-feira. Passando por cima da cena externa conturbada e da queda no preço do euro, os vendedores seguem pautando o pregão no mercado local. Ao redor de 11h40, o dólar comercial apontava queda de 0,11%, a R$ 1,748 na compra e R$ 1,750 na venda. Na máxima, a moeda foi a R$ 1,757 e, na mínima, caiu a R$ 1,747. No mercado futuro, o dólar com vencimento para maio, negociado na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), marcava estabilidade a R$ 1,7535. Segundo a empresa de análises de mercado 4Cast, parece que o mercado está chamando o Banco Central para a briga ao puxar a moeda de volta para baixo de R$ 1,75 logo no começo dos negócios. De acordo com a 4Cast, indicações de que as linhas de preço de R$ 1,75 e R$ 1,70 representam pontos de reversão de posições podem explicar as duas intervenções registradas ontem no mercado. Ou seja, BC estaria tentando evitar que o gatilho dessa reversão ("stop loss") seja acionado. Ainda de acordo com a empresa, o cenário externo pouco favorável pode limitar uma consolidação de preço abaixo de R$ 1,75, mas o comportamento recente da moeda sugere que não há espaço para alguma puxada de volta à linha de R$ 1,70. "Vamos ver se o BC repete a atuação dupla", conclui a 4Cast. (Eduardo Campos | Valor)
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