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Insolvência poderia levar a catástrofe financeira global

A ajuda do governo às agências Freddie Mac e Fannie Mae é a segunda em menos de dois meses. Em meados de julho, o Tesouro americano e o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) já haviam anunciado medidas drásticas para tentar salvar as duas instituições.

Agência Estado |

O plano previa empréstimos e a possibilidade de compra de ações das gigantes de hipotecas. Na ocasião, as autoridades americanas deixaram claro que as duas empresas seguiriam as atividades em mãos privadas. Durou pouco tempo.

Nos últimos meses, a queda das ações dessas duas companhias deixou os investidores ansiosos. Com o preço das casas continuando em queda, as perdas da Fannie Mae e Freddie Mac se aprofundando a cada semana e as fontes de capital privado se tornando cada vez mais escassas, os investidores temiam que qualquer colapso em uma das duas poderia criar uma catástrofe financeira global. Analistas, porém, disseram que a intervenção de ontem vai aliviar as preocupações e remover o véu de incertezas que o mercado detesta.

"É, provavelmente, um bom movimento para o mercado no curto prazo", disse Peter Kenny, diretor da Knight Equity Markets, de Nova Jersey. "Eu acho que o mercado acionário vai encarar a medida como positiva", completa William Larkin, gerente do portfólio de renda fixa da Cabot Money Management, de Massachusetts. "O governo vai basicamente empurrar para as suas contas toda essa ajuda. Isso pode ser uma preocupação para o dólar, mas será positivo para nosso sistema financeiro."

A decisão do governo de colocar a Fannie Mae e a Freddie Mac sob sua custódia não vai trazer alívio universal, entretanto. As ações ordinárias devem perder valor, assim como as preferenciais, movimento que pode atingir bancos pequenos, detentores de títulos relativamente significantes no seu capital total.

Além disso, as agências regulatórias americanas disseram estar preparadas para trabalhar com essas instituições para desenvolver o plano de restauração de seu capital. Ainda permanece incerto qual a chance de sucesso que a ação do governo pode ter em economias de outros países, que no último ano têm sofrido perdas por causa da pior crise hipotecária americana desde a Grande Depressão.

"Há um grande número de economistas que sentem que a economia não vai chegar a uma recessão", disse Sasha Kostadinov, gerente de portfólio da Shaker Investments, de Ohio. "Eu acho que agora aquelas pessoas que estavam resistentes estão jogando suas crenças pela janela. Nós temos uma economia frágil e o crédito está curto, mas o consumidor está realmente se esforçando."

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