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InPar reduz meta de vendas alegando mercado de crédito desfavorável

SÃO PAULO - Alegando condições desfavoráveis no mercado de crédito corporativo, a incorporadora InPar reduziu sua meta de lançamentos e vendas para o ano de 2008 e também a projeção de lançamentos para 2009.

Valor Online |

Em comunicado, a companhia aponta que o guidance de lançamentos para esse ano caiu de R$ 2,5 bilhões, para R$ 1,65 bilhão. Com isso, a meta de vendas contratadas recuou para o intervalo de R$ 1,3 bilhão a R$ 1,5 bilhão. Para 2009, a meta de lançamentos sofreu redução mais expressiva, caindo de R$ 3 bilhões, para R$ 1,85 bilhão.

A incorporadora afirma que não possui alavancagem relevante e que continuará mantendo uma abordagem conservadora com relação ao seu endividamento.

Na visão da InPar, seu baixo índice de dívida líquida em relação ao patrimônio líquido é uma vantagem competitiva dentro de um ambiente com taxas de juros em elevação. Caso o mercado de crédito ofereça melhores condições no médio prazo, a InPar reavaliará as oportunidades de crescimento, continuando a investir com disciplina, destacou a companhia em comunicado.

Ontem, a empresa apresentou os resultados do segundo trimestre. O lucro líquido ficou em R$ 579 mil, revertendo um prejuízo de R$ 77,43 milhões registrado de abril a junho de 2007. Ajustando o resultado a efeitos não recorrentes e despesa financeira de R$ 6 milhões, o ganho líquido subiria para R$ 6,5 milhões.

No trimestre, foram lançadas 2.609 unidades, alta de 139% no comparativo anual, mas o preço médio recuou 19,3%, de R$ 262.235 para R$ 211.557.

A receita líquida da companhia mais que triplicou, atingindo R$ 111,45 milhões. Os custos operacionais também subiram quase que na mesma proporção, totalizando R$ 71,06 milhões, ou 63% da receita.

A geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) totalizou R$ 9,9 milhões, um aumento de 30,0% em comparação ao segundo trimestre do ano passado. Já a margem Ebitda foi de 8,9%, uma redução de 12,3 pontos percentuais se comparada ao mesmo período de 2007. Essa queda reflete o menor volume de vendas a apropriar, maiores despesas comerciais e menor base de receita apropriada.

Ao final do trimestre, o banco de terrenos totalizava R$ 11,3 bilhões em vendas potenciais, o equivalente a aproximadamente 53.700 unidades, das quais 27.755 nos segmentos de médio e médio-alto padrão e 16.503 nos segmentos econômico e super econômico.

(Valor Online)

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