Uma semana depois de ceder o controle para um fundo de investimentos americano, a InPar anunciou a venda de empreendimentos comerciais por um valor superior a R$ 100 milhões. Isso é um quarto do que a incorporadora pretendia levantar com a venda de imóveis não residenciais, considerados não estratégicos.

A decisão, anunciada em agosto deste ano, é parte do esforço que a companhia tem feito para aumentar seu caixa. A InPar também está se desfazendo de algumas de suas parcerias.

A crise, segundo fontes ligadas à companhia, teria atrasado o andamento das negociações. Até o fim do terceiro trimestre, a InPar havia arrecadado apenas R$ 53 milhões. Segundo comunicado divulgado ontem, a incorporadora já obteve mais de R$ 200 milhões com as recentes vendas de ativos e de parcerias em projetos. Desse total, cerca de R$ 160 milhões entraram no caixa até o momento.

O edifício Prime Medical Center, cujo fim das obras está previsto para junho de 2009, foi vendido para um fundo de pensão por R$ 57 milhões. A Inpar também tem direito a um prêmio de R$ 8 milhões que está vinculado à taxa de ocupação do edifício, localizado no Itaim Bibi, zona sul de São Paulo. No Morumbi, a Inpar vendeu sua parte no edifício comercial que funciona como sede da Cargill no Brasil, por R$ 30 milhões, além do edifício Itapaiuna, por R$ 18 milhões.

O problema da InPar não é de insolvência, mas de liquidez. Com a chegada do novo sócio - o fundo americano Paladin -, a InPar vai receber uma injeção de capital de R$ 180 milhões, o que lhe dará fôlego no curto prazo. Na semana passada, a companhia disse que, com esse dinheiro, o novo plano de negócios traçado para 2009/2010 ficaria equacionado. A venda de ativos também ajudaria a manter os planos.

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