O Vale do Silício, na Califórnia, consagrou o modelo dos parques tecnológicos, trazendo para o mundo companhias como Yahoo, Google e IBM. No Brasil, apesar de ainda distantes desse sucesso, os espaços que reúnem empresas inovadoras, incubadoras, universidades e centros de pesquisa tecnológica estão crescendo.

De 2000 para cá, o Brasil ganhou cerca de 50 parques - hoje, são 65, sendo 11 em operação e o restante, sendo planejados ou construídos.

Um panorama desses empreendimentos foi traçado em um estudo da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec). A pesquisa mostrou que mais de 250 empresas de tecnologia estão instaladas nos parques tecnológicos brasileiros, gerando 5 mil empregos.

Os projetos instalados nesses centros receberam investimentos públicos de R$ 50 milhões. "O Estado é o grande catalisador dos parques, que ainda dependem de recursos públicos para nascer", diz o coordenador da pesquisa e diretor do Anprotec, José Eduardo Fiates. Apenas um empreendimento no País tem capital totalmente privado.

Fiates acredita que os 65 parques tecnológicos nacionais estão distantes do nível de excelência de experiências internacionais, como a da Stanford Research Park, que deu origem ao Vale do Silício.

"Nenhum dos nossos tem densidade empresarial ou base científico-tecnológica comparáveis a esses pólos", diz. Por isso, uma das conclusões do estudo da Anprotec é a necessidade de criação de uma política pública para o setor. Segundo Fiates, os parques são ambientes propícios para o desenvolvimento de empresas inovadoras. "Eles reúnem em um só espaço toda a cadeia de desenvolvimento e os potenciais provedores do negócio", diz.

A produtora de animação Animaking está aproveitando algumas dessas vantagens. A empresa do publicitário Arthur Soares e do desenhista industrial Paolo Conti saiu de São Paulo há um ano para se instalar no Sapiens Parque, em Florianópolis. Ali, conheceram uma empresa de tecnologia, a Hoplon, que tornou-se parceira no projeto âncora da Animaking: a produção de um longa metragem de animação.

Com o conhecimento dos novos parceiros, a produtora pôde desenvolver uma nova tecnologia para utilização nos movimentos de personagens. A técnica substituiu o método artesanal, agilizando a produção e reduzindo o número de pessoas envolvidas. Segundo Soares, as mudanças trouxeram uma economia de 15% ao projeto. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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