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Iniciativa Clinton busca apoio para reduzir pobreza no mundo

Victor Martín.

EFE |

Nova York, 23 set (EFE) - Vários líderes mundiais no âmbito público e privado atendem, a partir de hoje, à convocação do ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton para buscar vias que melhorem a educação, a saúde ou o meio ambiente e ajudem a reduzir a pobreza no mundo.

Os candidatos à Presidência dos Estados Unidos, o democrata Barack Obama e o republicano John McCain, também se somam este ano a uma longa lista de personalidades que participa da Iniciativa Global Clinton (CGI) que, como nas três edições anteriores, persegue estabelecer compromissos concretos de ação.

Ambos discursarão na quinta-feira em uma sessão plenária dedicada a explorar vias que favoreçam um uso mais eficaz de água, que ampliem o acesso a alimentos básicos e que reduzam a dependência dos combustíveis fósseis.

A rainha Rania da Jordânia; o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon; o presidente do México, Felipe Calderón; o co-fundador da Microsoft, Bill Gates, o cantor Bono do U2 e o ciclista Lance Amstrong, entre outros, participarão também de sessões plenárias e grupos de trabalho que serão realizados até a próxima sexta-feira.

A CGI iniciou hoje suas atividades com a inauguração de um fórum no qual os participantes mostraram os projetos que iniciaram, trocaram experiências e buscaram colaboração.

Mas será a partir de quarta-feira quando se entrará totalmente na análise e debate dos assuntos que são considerados os principais desafios que o mundo atual enfrenta.

A quarta edição da CGI acontece em um momento em que o encarecimento das matérias-primas causou um aumento dos preços de alimentos básicos em muitos países de poucos recursos, o que colocou seus cidadãos em uma situação ainda mais complicada.

Além disso, coincide com previsões de menor crescimento nas economias de muitos países desenvolvidos, que se ressentem também da crise financeira e de créditos nos EUA e da instabilidade que isso gera nas principais bolsas de valores.

Esse pano de fundo deve ser citado em muitos debates estes dias, nos quais se buscará que os participantes adquiram compromissos específicos que se somem aos cerca de mil já obtidos desde 2005, avaliados em mais de US$ 30 bilhões e que beneficiam cerca de 200 milhões de pessoas em 150 países, segundo a CGI.

O diretor-executivo da CGI, Bob Harrison, ressaltou durante uma recente apresentação na sede das Nações Unidas que o ex-presidente Clinton estabeleceu esta iniciativa "como um catalisador para atuar" sobre os principais desafios mundiais.

"O que fazemos é criar oportunidades para que gente com idéias se conecte com outros que têm recursos", acrescentou Harrison, e destacou que, ao contrário de outras organizações, os compromissos contraídos por seus membros são específicos, destinados a resolver problemas e a oferecer resultados em prazos determinados.

Mais de 230 compromissos de ação dentre os estabelecidos nos últimos três anos já foram alcançados.

Aumentar a qualidade da educação em nível mundial; a mudança climática e as energias renováveis; a melhora da assistência sanitária e a saúde, assim como a aplicação de vias e mecanismos que contribuam para aliviar a pobreza, serão alguns dos assuntos principais debatidos este ano.

Harrison destacou que os membros da CGI trabalham também em favor dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio fixados pela ONU e que incluem reduzir a pobreza e a fome no mundo, o acesso completo à educação, combater doenças e cuidar do meio ambiente.

"Os objetivos da CGI estão perfeitamente alinhados com os objetivos das Nações Unidas", ressaltou o executivo.

Clinton sugeriu também envolver as jovens gerações nos compromissos da CGI e, este ano, implementou uma iniciativa parecida, voltada a que estudantes e universidades enfrentem problemas globais com projetos práticos e inovadores. EFE vm/db

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