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Inglaterra corta juro para 1%

As diferenças entre as políticas monetárias adotadas pelo Reino Unido e pela zona do euro voltaram a ficar explícitas ontem. Enquanto o Banco da Inglaterra anunciou a redução de sua taxa básica de juros para 1%, nível inédito desde sua criação em 1694, o Banco Central Europeu (BCE) manteve seu índice em 2%.

Agência Estado |

Não houve surpresa na decisão do BCE, que confirmou a expectativa de não reduzir os juros, interrompendo a curva de quatro baixas consecutivas. Em entrevista coletiva concedida em Frankfurt, o presidente do banco, Jean-Claude Trichet, reconheceu que 2% ainda não é o juro mais baixo que se pode imaginar para o bloco de 16 países que adotam o euro.

"O BCE não exclui a possibilidade de baixar mais sua taxa diretora na próxima reunião, em março", sinalizou. Mas afastou a possibilidade de que o índice possa chegar a zero, como nos Estados Unidos e no Japão. "A taxa zero não é algo que nós consideremos como adequada para o momento."

Trichet afirmou que as pressões inflacionárias estão sob controle e que não há risco iminente de deflação, como temem alguns economistas. Uma das razões para a estabilidade da inflação, diz, é a recessão severa pela qual a região está passando. "Nós continuamos prevendo que uma fraqueza persistente da atividade econômica na zona euro vai continuar nos próximos trimestres."

De acordo com a última previsão do BCE, a zona euro deve registrar crescimento negativo de 0,5% em seu Produto Interno Bruto (PIB). A expectativa, entretanto, deve ser revista. A Comissão Europeia já prevê um recuo de 1,9% no PIB da região em 2009.

Enquanto o BCE seguiu sua linha conservadora, o Banco da Inglaterra reduziu 0,5 ponto porcentual na taxa básica de juros, para 1%, a exemplo do que tem feito o Federal Reserve (Fed, o banco central americano). "A economia mundial está em direção a uma desaceleração severa e sincronizada.

A atividade nas economias desenvolvidas caiu claramente no quarto trimestre de 2008 e o crescimento das economias emergentes parece se contrair de maneira bem marcada." No Reino Unido, o crescimento do PIB foi negativo no terceiro trimestre, -0,6%, e no quarto, -1,5%.

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