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ING anuncia prejuízo, demissões, troca de CEO e pede ajuda ao governo

SÃO PAULO - A ING, empresa holandesa de serviços financeiros, anunciou nesta segunda-feira que vai cortar 5,4% de seu quadro de funcionários, trocar o diretor-executivo e recorrer a garantias de empréstimos do governo holandês. As medidas foram divulgadas depois que a empresa registrou um prejuízo de 3,3 bilhões de euros no quarto trimestre do ano passado.

Valor Online |

A demissão de 7 mil funcionários da empresa é parte do plano da ING de reduzir suas despesas operacionais em 1 bilhão de euros neste amo. O plano inclui também o pedido, ao governo da Holanda, de garantias de empréstimos como ajuda para a parte problemática do portifólio da companhia. De acordo com nota divulgada pela empresa, o governo holandês vai cobrir 80% dos 27,7 bilhões de euros de seus ativos podres. Como contrapartida, o governo do país irá participar de 80% de todos os resultados do portifólio da ING.

Além disso, a seguradora anunciou que Michel Tilmant, o diretor-executivo da empresa, será substituído por Jan Hommen, presidente do conselho do grupo. Jon Hommen afirmou em nota que o ambiente que a empresa vive hoje é muito complicado e que, diante disso, "consideramos importante tomarmos medidas adicionais para diminuir nossos riscos e gastos".

As medidas são uma resposta aos efeitos da crise financeira mundial nos resultados da empresa. A ING divulgou hoje um prejuízo de 3,3 bilhões de euros, antes dos impostos, excluindo vendas de ativos e itens especiais, no quarto trimestre do ano passado. A ING prevê ainda que o prejuízo líquido referente a todo o ano de 2008 será de 1 bilhão de euros.

"No quarto trimestre as condições dos mercados deterioraram-se fortemente, tornando este o pior trimestre para o mercado de ações e de crédito em 50 anos", afirmou a ING em nota.

Diante das notícias sobre as iniciativas da seguradora, há pouco as ações da ING estavam em alta de 15% em Amsterdã.

(Vanessa Dezem | Valor Online com agências internacionais)

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