O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse ontem no Congresso Europeu de Bancos, em Frankfurt, Alemanha, que o processo de queda na inflação nos países emergentes será mais lento do que nos países desenvolvidos, onde esse movimento facilita a atuação anticíclica da política monetária.

Enquanto a desinflação possivelmente será rápida nas economias maduras, criando condições adequadas para ações de política monetária contracíclicas em diferentes países, nas economias emergentes a desinflação provavelmente será mais lenta, afirmou Meirelles.

Ele destacou que essa queda mais lenta da inflação nos países em desenvolvimento ocorrerá particularmente nos países em que as autoridades não atuaram preventivamente contra a escalada dos preços ou não mantêm atitude de vigilância.

Em todo caso, o sistema de metas é o modelo mais adequado para coordenar as expectativas de inflação, particularmente em um ambiente de mercado com crescente incerteza, argumentou, destacando que isso vale para economias emergentes e também para as maduras.

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