SÃO PAULO - Os custos dos alimentos tiveram variação negativa e ajudaram a inflação pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) a manter sua trajetória de desaceleração ao longo do mês, atingindo o menor patamar desde março.

O indicador subiu 0,34% na segunda leitura de agosto, seguindo a alta de 0,44% na abertura do mês, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta segunda-feira.

Foi a menor taxa desde a terceira semana de março.

Os preços do grupo Alimentação tiveram queda de 0,06%, ante avanço de 0,40% na leitura anterior, marcando a quinta desaceleração consecutiva. O recuo foi motivado por menores variações dos itens Hortaliças e legumes, Carnes bovinas e Arroz e feijão.

Todas as cinco maiores influências negativas para o índice vieram dos alimentos: tomate, babata-inglesa, melão, leite londa vida e beterraba.

Também contribuíram para a desaceleração do IPC-S as altas mais fracas dos grupos Saúde e cuidados pessoais e Educação, leitura e recreação.

Já os custos de Habitação, Transportes e Despesas Pessoais subiram em ritmo um pouco maior que na primeira leitura do mês.

Os preços do grupo Vestuário caíram em ritmo menor, em 0,23% na segunda leitura do mês, contra baixa de 0,33% anterior.

O IPC-S da segunda leitura de agosto mediu a variação dos preços entre os dias 16 de julho e 15 de agosto, comparados aos coletados entre 16 de junho e 15 de julho.

Outro indicador mostrou desaceleração nesta manhã. O Índice Geral de Preços-10 subiu 0,38% em agosto, contra 2% em julho.

Os sinais de arrefecimento da inflação são recentes após um primeiro semestre bastante forte e os analistas acreditam que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central realizará um novo aumento de juro de 0,75 ponto percentual na reunião de setembro, podendo desacelerar esse ritmo se os dados de preços mantiverem a tendência atual e se a atividade também der sinais de enfraquecimento, como é esperado.

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