RIO - O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) recuou para 1,55% no primeiro decêndio de julho após situar-se em 1,97% na leitura inicial de um mês antes. Todos os componentes do indicador registraram suavização no ritmo de alta.

No acumulado do ano, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), o IGP-M subiu 8,47% e, em 12 meses, avançou 14,88%.

O Índice de Preços ao Atacado (IPA), que representa 60% do indicador geral, partiu de um acréscimo de 2,35% no levantamento inicial de junho para 1,97% agora. Os produtos agropecuários subiram mais, indo de 1,82% para 3,49%. Os produtos industriais, porém, tiveram desaceleração, saindo de 2,55% para 1,38%.

Dos três estágios de produção componentes do IPA, as Matérias-Primas Brutas conservaram alta da ordem de 3% e registraram, aliás, aumento mais marcado, de 3,55% contra os 3,40% da primeira prévia de junho. Os Bens Intermediários expandiram-se 2,13% e os Bens Finais elevaram-se 0,32% no estudo inicial de julho. Em período equivalente de um mês atrás, essas taxas corresponderam a 2,80% e 0,84%, na ordem.

O comportamento do grupo Alimentação contribuiu especialmente para o abrandamento da taxa de variação do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que responde por 30% do IGP-M. Os custos dos alimentos subiram 0,89% no primeiro decêndio de julho, menos do que o 1,36% da apuração de um mês atrás. O IPC saiu de 0,60% para 0,42%.

O Índice Nacional do Custo da Construção (INCC), representativo de 10% do indicador geral, aumentou 1,38% no levantamento inicial de julho, abaixo dos 2,72% verificados em igual intervalo do mês anterior. O ramo Materiais e serviços abandonaram alta de 1,93% na parcial de junho para 1,58% nesta pesquisa. O índice referente à Mão-de-Obra passou de 3,61% para 1,15%.

O primeiro decêndio do IGP-M de julho compreendeu o intervalo entre os dias 21 e 30 do mês de junho.

(Valor Online)

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