SÃO PAULO - O Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1) caiu para 1,29% em junho depois de registrar elevação de 1,38% um mês antes. No primeiro semestre, o aumento foi de 5,97% e, em 12 meses, de 9,11%, o maior registrado pela série histórica do índice conforme estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgado nesta segunda-feira. O IPC-C1 é calculado com base nas despesas de consumo das famílias com renda de um a 2,5 salários mínimos mensais.

Na passagem de maio para junho, o grupo Alimentação apresentou suavização em sua trajetória de alta, indo de 2,85% para 2,50%. Vestuário saiu de 0,76% para 0,55% e Saúde e cuidados pessoais foram de 1,28% para 0,65%. Transportes apresentaram variação nula em junho, mesmo resultado visto no quinto mês de 2008.

Em sentido contrário, Habitação avançou para 0,67% no mês passado, depois de marcar 0,37% em maio. Educação, leitura e recreação abandonaram queda de 0,48% para elevação de 0,17%. Despesas diversas deixaram a estabilidade apurada em maio para um aumento de 0,05% um mês depois.

Nos 12 meses encerrados em junho, Alimentação foi o principal responsável pela elevação da taxa do IPC-C1, que ficou em 9,11% ante os 8,24% dos 12 meses imediatamente anteriores. A taxa desta classe de despesa (Alimentação) passou de 17,01% para 18,88%, elevando de 78% para 79% o impacto do grupo sobre o resultado geral, observou a FGV.

A contribuição para o avanço partiu do acréscimo verificado nas taxas em 12 meses de itens de peso do grupo, explicou o organismo, citando o caso do arroz branco, do feijão carioquinha, da batata inglesa e das carnes bovinas.

(Valor Online)

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