A inflação que atinge mais as famílias de baixa renda perdeu força entre maio e junho deste ano. É o que mostra o Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1), medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), que é calculado com base nas despesas de consumo das famílias com renda de 1 a 2,5 salários mínimos mensais (entre R$ 415 e R$ 1.037,50), e que ficou em 1,29% em junho, ante taxa de 1,38% em maio, segundo dados da FGV.

Porém, no ano até junho, o IPC-C1 acumula taxa de 5,97%. No acumulado dos últimos 12 meses até o mês passado, a variação atinge 9,11% - o maior nível registrado para esse tipo de índice na série histórica do indicador.

Ainda segundo comunicado da FGV, "o IPC-C1 continua a superar o Índice Preços ao Consumidor - Brasil (IPC-BR) nas taxas mensal, anual e acumulada nos últimos 12 meses". O IPC-BR, que mede a inflação entre as famílias com renda entre 1 e 33 salários mínimos (de R$ 415 a R$ 13.695) subiu 0,77% no mês passado - e registrou, até junho, taxas de 3,84% no ano e 5,96% nos 12 últimos meses.

Na análise da fundação, essa taxa acumulada em patamar elevado foi causada pela movimentação de preços do grupo Alimentação, cuja alta acumulada em 12 meses passou de 17,01% para 18,88%, de maio para junho.

A instituição esclareceu, em comunicado, que das sete classes de despesa pesquisadas para cálculo do índice, três apresentaram desaceleração de preços, na passagem de maio para junho. É o caso de Alimentação (de 2,85% para 2,5%); Saúde e Cuidados Pessoais (de 1,28% para 0,65%); e Vestuário (de 0,76% para 0,55%).

Já outros três grupos apresentaram aceleração ou fim de deflação de preços. É o caso de Habitação (de 0,37% para 0,67%); Educação, Leitura e Recreação (de -0,48% para 0,17%); e Despesas Diversas (de 0% para 0,05%). Um grupo, Transportes, permaneceu com inflação estável, no período (de 0%).

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