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BUENOS AIRES - A inflação de março atingiu 1,1% na Argentina, segundo o controvertido Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec). Com isso, a alta acumulada no primeiro trimestre é de 3,5% - número mais alto em quatro anos.

BUENOS AIRES - A inflação de março atingiu 1,1% na Argentina, segundo o controvertido Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec). Com isso, a alta acumulada no primeiro trimestre é de 3,5% - número mais alto em quatro anos. Mesmo admitindo que os preços estão subindo mais rapidamente, o Indec é desacreditado por economistas e até por sindicatos alinhados com o governo, que têm pedido reajustes salariais entre 25% e 30% neste ano. O governo argentino mudou toda a diretoria do Indec, no início de 2007, e alterou radicalmente a metodologia de apuração do índice de preços, no ano seguinte. Medições independentes apontam inflação bem mais elevada. Para a consultoria Buenos Aires City, ligada à Universidade de Buenos Aires e encabeçada por Graciela Bevacqua (ex-coordenadora do Indec afastada pelo governo), a inflação foi de 2,9% em março e alcançou 8% no acumulado do primeiro trimestre. Os preços se aceleraram junto com a recuperação da atividade econômica na Argentina. A maioria dos analistas de bancos e consultorias prevê crescimento do PIB em torno de 5% neste ano. (Daniel Rittner | Valor)
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