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Inflação nos EUA sobe 0,8% em julho, o dobro do previsto

Washington, 14 ago (EFE) - O índice de preços ao consumidor (IPC) dos Estados Unidos subiu 0,8% em julho, o dobro do esperado, empurrado pela alta nos preços dos alimentos e dos combustíveis, informou hoje o Governo americano. A taxa anual ficou em 5,6%, maior nível registrado nos últimos 17 anos. A maioria dos analistas tinha calculado que o aumento do IPC em julho, em comparação ao mês anterior, seria de 0,4%, pelo que a publicação do dado desencadeou uma corrente vendedora na abertura das bolsas de valores perante o temor de uma contração no consumo. De acordo com o Departamento de Trabalho americano, caso o ritmo de aumentos de preços alcançado entre maio e julho fosse mantido, a inflação seria de 10,6% no ano, o maior salto em 26 anos. Excluindo os preços dos alimentos e da energia, o núcleo da inflação subiu 0,3% de junho a julho e 2,5% em um ano. O dado divulgado hoje pode se tornar motivo de preocupação para o Federal Reserve (Fed, o banco central americano), assim como um elemento de freio para reduções de juros adicionais, pois a autoridade monetária considera como aceitável um núcleo da inflação de 1% a 2%. Desde setembro do ano passado, o Fed reduziu a taxa de juros de 5,25% para 2% e injetou bilhões de dólares nos mercados, em uma tentativa de reativar a economia. O risco dessa política é que estimula a inflação, por isso o dado publicado hoje fortalece os pedidos dos que acham que o Fed deveria aumentar a taxa básica de juros, que...

EFE |

Outro relatório do Departamento de Trabalho americano indicou que, embora o número semanal de pedidos de seguro-desemprego tenha diminuído na semana passada, a média de quatro semanas chegou a seu nível mais alto em mais de seis anos, com 440.500 pedidos.

Para os economistas, uma média de 300 mil solicitações semanais reflete um mercado de trabalho saudável, enquanto uma de mais de 400 mil alerta para a recessão.

O número de pessoas que recebia o subsídio na semana que terminou em 2 de agosto subiu para 3,42 milhões, o maior desde novembro de 2002.

As remunerações semanais dos trabalhadores nos EUA, ajustadas pela inflação, caíram 0,8% em julho e foram reduzidas em 3,1% em um ano, o que representa a maior perda de poder aquisitivo em 26 anos.

Caso fosse mantido o ritmo de queda das remunerações do segundo trimestre, no final do ano os salários dos empregados seriam reduzidos em 9,4%.

Os números do Governo mostram que o poder aquisitivo dos trabalhadores nos Estados Unidos caiu agora aos níveis de 1998, apesar de a produtividade do país ter aumentado 29% desde então.

Na quarta-feira, o Governo informou que as vendas no varejo, que equivalem a quase um terço da atividade econômica dos EUA, caíram 0,1% em julho, arrastadas por uma queda substancial das vendas de veículos automotores. EFE jab/ab/db

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