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Inflação no Zimbábue chega a 2,2 milhões por cento

Harare, 16 jul (EFE).- O presidente do Banco Central do Zimbábue, Gideon Gono, admitiu hoje que a taxa de inflação do país é de 2,2 milhões por cento ao ano, mas desmentiu que o nível inflacionário seja, na verdade, de 7 milhões por cento.

EFE |

"Alguns economistas independentes dizem que nossa inflação é de 7 milhões por cento anual, mas o Escritório Central de Estatísticas (CSO, em inglês) indica que é de 2,2 milhões por cento", disse Gono durante o lançamento de um programa governamental para fornecer artigos de primeira necessidade.

A última vez que o CSO divulgou o nível da inflação zimbabuana foi em abril passado, quando informou que a taxa correspondente ao período anual terminado em fevereiro era de quase 165 mil por cento.

Na mesma cerimônia, retransmitida pela televisão nacional, o presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, reiterou as denúncias de que o Reino Unido, a antiga metrópole, está tentando controlar os recursos naturais deste país mediante a instalação de um Governo da oposição.

Mugabe, que pela 6ª vez consecutiva foi reeleito nas eleições presidenciais, na qual foi o único candidato, acusa o opositor Movimento para a Mudança Democrática (MDC, em inglês) de conjurar com as autoridades de Londres para derrubar seu Governo.

Apesar de a comunidade internacional rejeitar o resultado do pleito, Mugabe, no poder desde a independência do Zimbábue, em 1980, assumiu imediatamente seu mandato e governa por decreto, pois até agora não convocou o Parlamento.

A União Africana (UA) e a ONU pediram que Mugabe e a oposição zimbabuana iniciem um diálogo para o estabelecimento de um Governo de união nacional que permita ao país sair da crise em que se encontra.

Embora o MDC e a União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Patriótica (Zanu-PF, em inglês) tenham se reunido semana passada em Pretória (África do Sul) para dialogar, a legenda oposicionista quer que Mugabe acabe com a violência contra os seguidores da oposição e liberte os presos políticos antes do começo das conversas.

O MDC reivindica ainda que a UA envie seus representantes para ajudar o mediador das negociações, o presidente sul-africano, Thabo Mbeki, em quem não confia devido à sua tendência de "parcialidade" para Mugabe.

A liderança do MDC continuava debatendo hoje em Harare se abrirá o diálogo com a Zanu-PF. EFE sk/rb/db

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