SÃO PAULO - A inflação na construção civil, medida pelo Índice Nacional de Custo da Construção - M (INCC-M), registrou alta de 0,35% em fevereiro, mas a variação foi inferior aos 0,52% registrados em janeiro. O dado foi divulgado nesta terça-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

No ano, a alta acumulada do índice é de 0,87%, ao passo que, nos últimos 12 meses, a elevação é de 3,49%.

Quatro capitais apresentaram aceleração do índice em fevereiro: Salvador, que foi de 0,03% em janeiro para 0,75% em fevereiro; Brasília, que passou de uma queda de 0,08% para uma alta de 0,22%; Rio de Janeiro, que foi de 0,22% para 0,27%; e São Paulo, que passou de 0,33% para 0,35%, na mesma base comparativa.

Outras três capitais registraram desaceleração. Em Belo Horizonte, o INCC-M passou de um aumento de 2,81% em janeiro para 0,44% em fevereiro. Em Recife, o índice foi de 0,40% para 0,26%, e, em Porto Alegre, foi de uma alta de 0,23% para um avanço de 0,19%.

O INCC é composto por dois grupos principais: Materiais, Equipamentos e Serviços; e Mão de Obra. O primeiro registrou avanço de 0,47% em fevereiro contra 0,44% no mês anterior, enquanto o segundo registrou aumento de 0,22% este mês ante uma variação de 0,60% em janeiro.

No grupo Materiais, Equipamentos e Serviços, o índice correspondente ao subgrupo Materiais e Equipamentos registrou expansão de 0,40% em comparação aos 0,23% do primeiro mês do ano.

Dentro de Materiais e Equipamentos, dois de quatro itens sofreram aumentos em suas taxas de variação. É o caso de materiais para acabamento, cuja taxa passou de 0,14% para 0,73%, e materiais para estrutura, com variação de 0,31% em fevereiro contra 0,21% em janeiro.

Já a taxa de variação do índice relativo ao subgrupo Serviços caiu, passando de 1,28% em janeiro para 0,76% em fevereiro. Os três itens que compõem esse subgrupo registraram queda nas variações.

Aluguéis e taxas diminuiu de 0,74% para 0,54%, em igual base comparativa. Serviços pessoais passou de 2,22% para 1,55%. Por fim, Serviços técnicos passou de 1,26% para 0,39%.

O grupo Mão de Obra, por sua vez, registrou variação de 0,22% este mês contra 0,60% em janeiro. Em Belo Horizonte, a variação deste grupo foi de 5,44% para 0,90%, no embate entre fevereiro e janeiro, com a conclusão da captação do efeito do reajuste anual de salários. Em Salvador, Brasília e São Paulo, foram detectadas variações relacionadas ao reajuste do salário mínimo.

Este mês, algumas das maiores influências positivas no índice foram massa de concreto, cuja variação passou de 0,23% para 0,96%, argamassa (de 0,59% para 1,03%) e tijolo/telha cerâmica (de 0,29% para 0,90%).

Já entre as maiores influências negativas ficaram Tubos e conexões de ferro e aço, que passou de uma alta de 0,02% para uma queda de 0,27%, e Compensados, que foi de um avanço de 0,14% para um declínio de 0,34%.

O INCC-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

(Karin Sato | Valor)

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