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Inflação na China tem a maior alta em 16 meses

A inflação chinesa teve a maior alta dos últimos 16 meses em fevereiro, reforçando a expectativa de que o governo adotará medidas para evitar o superaquecimento da economia e o descontrole de preços. O índice ficou em 2,7% na comparação com fevereiro de 2009, bem acima do 1,5% de janeiro.

Agência Estado |

A alta foi provocada principalmente pelo aumento de 6,2% nos preços dos alimentos. Os preços dos bens de consumo subiram 3% e os de serviços, 1,7%. Foi a quarta elevação consecutiva do índice desde que o período de nove meses de deflação chegou ao fim, em novembro.

O porta-voz do Escritório Nacional de Estatísticas, Sheng Laiyun, atribuiu a aceleração de preços ao mau tempo, que afetou a produção de alimentos. Em sua avaliação, essa pressão vai diminuir com a chegada da colheita de primavera. "Por enquanto, não há superaquecimento da economia", afirmou.

Mas o índice de preços ao produtor subiu 5,4% em fevereiro, acima dos 4,3% de janeiro, num sinal de que a inflação ao consumidor continuará a subir.

Na abertura da reunião anual do Congresso Nacional do Povo, há uma semana, o primeiro-ministro, Wen Jiabao, afirmou que o desafio do governo este ano é manter o alto ritmo de crescimento econômico e, ao mesmo tempo, controlar os preços e reestruturar a economia, com o aumento do peso do consumo doméstico no PIB.

Os preços dos imóveis, que não entram na composição da inflação, subiram 10,7% no mês passado, a maior alta em quase dois anos, em mais um indício de que o segmento pode estar envolto em uma bolha.

Os investimentos no setor imobiliário nos primeiros dois meses do ano aumentaram 31,1% em relação a igual período de 2009, para 314,4 bilhões de yuans (US$ 46 bilhões). A elevação dos preços dos imóveis está entre as principais preocupações do governo.

No discurso que fez há uma semana, Jiabao prometeu medidas para conter a especulação no setor e ampliar a oferta de moradias para a população de baixa renda.

Os dados anunciados ontem mostram que a atividade econômica continua em aceleração. A produção industrial nos dois primeiros meses do ano teve alta de 20,7%, 2,2 pontos porcentuais acima do patamar de dezembro, enquanto os investimentos cresceram 26,6%. A fabricação de automóveis registrou a maior alta, de 89,7%, com a produção de 2,85 milhões de unidades em janeiro e fevereiro.

As vendas no varejo tiveram expansão de 17,9% no bimestre, 2,7 pontos porcentuais superior ao de igual período de 2009.

A boa notícia para o governo foi a redução, pela metade, na concessão de crédito pelos bancos, que somaram 700 bilhões de yuans (US$ 102,5 bilhões). Em janeiro, a cifra foi de 1,39 trilhão de yuans (US$ 203,5 bilhões). Em relação a igual período de 2010, quando os créditos somaram 1,07 trilhão de yuans, a queda foi de 34,6%.

A expansão descontrolada do crédito ameaçava a saúde do sistema bancário, além de ser mais uma fonte de pressão sobre os preços, em razão do aumento da quantidade de dinheiro em circulação na economia.

No ano passado, o volume de novos empréstimos dobrou em relação a 2008 e atingiu US$ 1,4 trilhão, o equivalente a 30% do PIB chinês.

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