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Inflação menor dos alimentos explica desaceleração do IPC, diz Fipe

SÃO PAULO - A desaceleração dos preços de produtos alimentícios trouxe grande alívio para a taxa de inflação do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medida em São Paulo pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que passou de 0,96% em junho para 0,45% em julho. O resultado ficou abaixo da última estimativa feita pela própria Fipe, de 0,50% para o mês.

Valor Online |

Cinco dos sete grupos pesquisados apontaram retração em relação a junho, mas o de alimentos liderou o movimento, com desaceleração de 1,8 ponto percentual na taxa, que ficou em 1,07% em julho. Mas o novo coordenador do índice, Antonio Comune, vê o resultado com cautela. Ainda é um alto índice e a desaceleração tem sido mais modesta nas duas últimas semanas, diz.

Na primeira quadrissemana de julho o índice subiu 2,34%, mas baixou para 1,85% na semana seguinte. Já na terceira semana o IPC variou pouco e subiu 1,55% para chegar a 1,07% na semana final.

Dentro do grupo Alimentação, a baixa mais significativa foi a dos produtos semi-elaborados, cuja alta passou de 7,44% para 1,98% entre junho e julho. De acordo com Comune, os preços de carnes em geral fecharam o mês com alta de 2,80% depois de terem subido 9,79%. Ainda assim, o frango foi o campeão da alta de preços no mês e ficou 4,87% mais caro. Segundo ele, o produto deve continuar essa tendência no próximo mês.

Ainda dentro do subgrupo de semi-elaborados, a inflação dos cereais, incluindo arroz e feijão, desacelerou de 11,50% em junho para 0,69% em julho. O arroz apontou deflação de 1,55% e o feijão subiu 5,03% depois de ter avançado 18,92% um mês antes.

Dentre os demais grupos onde houve desaceleração, o coordenador destaca o de Habitação, onde houve deflação de 0,09% em julho após alta de 0,30% no mês imediatamente anterior. O alívio veio de alíquotas menores do PIS/Pasep cobradas nas contas de luz dos paulistanos. Assim, houve deflação da energia elétrica de 2,68% em julho. Esse efeito, no entanto, não será observado em agosto, diz Comune.

Além disso, a inflação de agosto vai incorporar o aumento de 8,63% na tarifa de energia aplicado pela Eletropaulo em julho. Assim, a inflação deste mês terá, de partida, uma contribuição de 0,20 ponto percentual sobre todo o IPC, que deverá avançar para 0,60%, segundo estimativa da Fipe.

Nas despesas com Saúde a inflação diminuiu de 0,82% para 0,56% no período, graças à queda 0,29% nos preços dos remédios. O movimento de queda também foi observado no grupo Vestuário, onde as liquidações de inverno, sobretudo de peças femininas, contribuíram para uma deflação de 0,03% no grupo todo, após uma taxa positiva de 0,55% em junho.

Os preços ficaram mais altos em julho para os grupos Transportes, devido à alta de 4,79% no pedágio, e de Despesas Pessoais, onde pesou o aumento das apostas na Mega-Sena. O grupo Educação foi o que registrou variação mais discreta, perto da estabilidade. A alta de passou de 0,08% para 0,05% no período.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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