Indicador utilizado para a correção do aluguel de imóveis teve alta de 1,06% ante uma de variação de 0,95% no período anterior

A  taxa de inflação medida pelo Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) registrou alta de 1,06%, na segunda prévia de junho, segundo dados divulgados hoje pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O segundo decêndio do IGP-M compreende o período entre os dias 21 do mês anterior e o dia 10 do mês de referência. No mês anterior, para o mesmo período de coleta, a variação foi de 0,95%.

Os indicadores apurados pela FGV para a composição do IGP-M mostram que vários segmentos apresentaram uma pressão maior sobre os preços. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), por exemplo, apresentou variação de 1,37%, no segundo decêndio de junho. No mesmo período do mês anterior, a variação foi de 1,19%.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) apresentou, no segundo decêndio de junho, taxa de 2,09%, ante 0,66%, no segundo decêndio do mês anterior. A taxa do índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços passou de 0,53%, em maio, para 1,04%, em junho. O índice que capta o custo da Mão de Obra registrou taxa de 3,21%, superior à do mês anterior, de 0,81%.

A taxa de variação do grupo Bens Intermediários passou de 0,70%, em maio, para 0,88%, em junho. O destaque coube ao subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa passou de 0,51% para 0,87%.

O índice referente a Matérias-Primas Brutas teve sua taxa de variação elevada de 3,92% para 4,75%. Os itens que mais contribuíram para este movimento foram: minério de ferro (27,16% para 32,61%), laranja (-15,54% para 2,22%) e milho (em grão) (-0,23% para 3,09%). Em sentido oposto, destacam-se: cana-de-açúcar (4,98% para -4,60%), bovinos (1,73% para -0,49%) e leite in natura (5,71% para 2,15%).

No campo oposto, O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou deflação de 0,20%, no segundo decêndio de junho, ante uma alta nos preços de 0,45%, no mesmo período do mês anterior. Cinco dos sete grupos componentes do índice registraram desaceleração, com destaque para Alimentação, cuja taxa passou de 0,56% para -1,49%. Neste grupo, vale mencionar o comportamento dos preços dos itens: hortaliças e legumes (-1,44% para -7,99%), laticínios (2,67% para -0,58%) e carnes bovinas (1,82% para -0,54%).

Também contribuíram para a queda da taxa do índice os grupos: Saúde e Cuidados Pessoais (0,90% para 0,45%), Educação, Leitura e Recreação (0,30% para 0,15%), Despesas Diversas (0,26% para 0,21%) e Habitação (0,48% para 0,44%). Os itens que mais influenciaram a desaceleração destas classes de despesa foram: medicamentos em geral (3,07% para 0,50%), show musical (2,83% para -4,82%), mensalidade para TV por assinatura (0,91% para -0,39%) e empregada doméstica mensalista (1,26% para 0,19%), respectivamente.

Apresentaram acréscimos em suas taxas de variação os grupos: Vestuário (0,56% para 1,09%) e Transportes (-0,16% para -0,13%), com destaque para os seguintes itens: calçados (-0,29% para 1,07%) e seguro facultativo para veículo (-2,59% para 2,58%), respectivamente.

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