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A inflação apurada na cidade de São Paulo na primeira quadrissemana deste mês, de 0,38%, segundo o Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), é a mais baixa desde o fechamento de março, quando os preços subiram, em média, 0,31%. A taxa é igual à da primeira quadrissemana de abril.

Na primeira prévia de julho a inflação havia sido de 0,77% na capital paulista e baixou para 0,45% no fechamento do mês.

A desaceleração dos preços tem sido determinada, basicamente, pelos alimentos, que vinham pressionando a inflação em todo o País desde o começo do ano. Com uma taxa de 0,69% na primeira quadrissemana deste mês, o grupo alimentação atingiu sua menor taxa desde o fechamento de abril, quando o conjunto dos alimentos subiu 0,67%. No mesmo período de julho, os alimentos tinham subido 2,34% e no encerramento do mês já haviam desacelerado para 1,07%.

Os alimentos industrializados tiveram aumento de 0,42% na primeira coleta de preços feita pela Fipe neste mês. Os derivados do leite subiram 0,23% e os panificados ficaram 2,78% mais caros - o quilo do pão francês foi reajustado em 0,25%. Os reajustes foram mais fortes entre os alimentos semiprontos (1,22%). No caso dos semi-elaborados, com alta de 0,84%, os destaques ainda foram os preços das carnes bovinas, com reajuste de 1,06%.

Os cortes de carnes de 2ª, os mais consumidos pelas famílias com menor poder aquisitivo, subiram acima de 1% no início deste mês. O acém, por exemplo, ficou 3% mais caro; o músculo, 4,24%; o braço, 3,84%; a costela bovina, 2,87% e a capa de filé, 5,30%. As carnes de 1ª tiveram seus preços reajustados abaixo de 0,5% ou reduzidos - filé mignon (-1,08%), coxão mole (0,12%), contrafilé (0,1%), picanha (-1,16%). As carnes suínas subiram 5,01% e as aves, 5,15%.

Os cereais tiveram alta de 0,99%, puxada pelo aumento do milho (2,79%), pois o arroz e o feijão caíram 1,53% e 0,23%, respectivamente. Alimentos in natura subiram 0,30% - os legumes tiveram seus preços reajustados em 3,14%. A alimentação fora de casa subiu 1,8%.

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