Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Inflação em emergentes assusta FMI

A inflação em alguns países emergentes está ficando fora de controle e taxas de juros mais elevadas podem ser necessárias para segurar os preços. A afirmação é do diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn.

Agência Estado |

 

Para ele, a inflação é hoje a maior ameaça para a economia global.

"Em alguns países emergentes e em alguns países de baixa renda, a inflação está saindo fora do controle", disse. "Isso significa que a política monetária terá, provavelmente, de ser apertada", acrescentou.

Ele não disse sobre quais países se referia, mas indicou que nesse grupo estão alguns países da América Latina e da África. "A questão do crescimento é importante, mas a inflação é provavelmente hoje a maior ameaça à economia mundial", disse Strauss-Kahn. "Nos países desenvolvidos, os bancos centrais já adotaram a postura correta para a condução da política monetária."

O diretor do Fundo afirmou que as lições das décadas de 1970 e 1980 mostram que a inflação pode durar anos, e até mesmo décadas, se os bancos centrais e os governos adotam políticas incorretas do ponto de vista da evolução dos preços. "Por isso é que hoje é tão importante chamar a atenção para essa questão. É isso que o FMI está fazendo", sustentou.

Strauss-Kahn também alertou que é difícil saber por quanto tempo mais avançará a crise financeira global e observou que a magnitude das perdas bancárias dependerá da evolução dos problemas no mercado imobiliário americano. "É certo que ainda temos pela frente as conseqüências para a economia real advindas da crise financeira", advertiu.

O ex-ministro das Finanças da França disse que o FMI está pessimista com as perspectivas para a economia global neste ano e, especialmente, em 2009, por duas razões. A primeira é a crise financeira. A segunda está ligada à disparada dos preços do petróleo e dos alimentos.

O diretor-gerente do Fundo reafirmou a opinião da instituição de que o dólar já está perto de seu valor de equilíbrio de médio prazo quando corrigido pelos índices de inflação. Para fazer a afirmação, ele levou em conta o valor da moeda americana ante uma cesta de moedas composta pelos principais sócios comerciais dos EUA.

"O euro provavelmente está ligeiramente do lado forte, enquanto outras moedas, como o yuan chinês, obviamente estão subvalorizadas", avaliou. Há muito tempo, os Estados Unidos pressionam o governo de Pequim para que valorize sua moeda, de forma a promover um melhor equilíbrio nas trocas comerciais entre empresas americanas e chinesas.

Strauss-Kahn lembrou que, embora os Estados Unidos precisem incrementar suas exportações para estimular a atividade (que está em baixa por conta da redução do consumo doméstico), uma taxa de câmbio competitiva não é o único fator que deve ser levado em conta para promover esse movimento.

"Os preços são importantes, é claro, mas a qualidade, os serviços e outras coisas que vão com as exportações são cada vez mais importantes", afirmou. "Não é apenas uma questão mecânica simples relacionada à taxa de câmbio."

Leia mais sobre inflação

Leia tudo sobre: inflação

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG