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Inflação é pesadelo para os presidentes da região

A 35ª Reunião de Cúpula do Mercosul, hoje, vai reunir oito líderes chamuscados por situações políticas e econômicas pouco confortáveis ou até mesmo críticas em seus países. Para toda a América do Sul, o aumento da inflação - puxado especialmente pelos preços dos alimentos - tornou-se o pesadelo do momento, mesmo para os ausentes Álvaro Uribe, da Colômbia, e Alain García, do Peru.

Agência Estado |

Argentina

Logo depois de sua posse, em dezembro passado, Cristina Kirchner enfrentou casos de corrupção e crise energética. Há três meses, mergulhou em um conflito sem precedentes com o setor agropecuário argentino. Sua popularidade despencou, a inflação disparou e os alimentos desapareceram das prateleiras. Alvo de panelaços em todo o país, Cristina optou por realizar a cúpula do Mercosul em Tucumán, reduto peronista onde conta com menor chance de ser vaiada.

Bolívia

O presidente Evo Morales está no meio de um período sombrio. Nos últimos dois meses, as quatro regiões mais ricas da Bolívia aprovaram, por meio de referendos, a autonomia diante do poder central. Evo sofreu nova derrota, dias atrás, na eleição para governo do Estado de Chuquisaca. Há insegurança sobre o suprimento interno de gás no inverno e os investimentos para ampliar essa produção.

Brasil

Além da inflação, que mina o poder aquisitivo em grandes redutos eleitorais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva viu o principal ativo de seu governo, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), ser pilhado por desvios de recursos. O aumento dos desembolsos federais com o Bolsa Família é apontado como iniciativa política em ano de eleições municipais.

Chile

Depois de enfrentar protestos estudantis, perda de popularidade e entraves no sistema de transporte da capital, a presidente Michelle Bachelet acumula problemas energéticos provocados pela redução do fornecimento de gás natural pela Argentina. A coalizão que apóia seu governo está desgastada e começa a se dividir.

Colômbia

O presidente Álvaro Uribe pôs fim à negociação sobre a retomada das relações diplomáticas com o Equador. Internamente, o popular Uribe enfrenta a reação a seu projeto de repetição das eleições de 2006, que lhe deram ampla vitória, e críticas a seu estilo autoritário.

Equador

O presidente Rafael Correa preferiu provocar novo rompimento das relações com a Colômbia, ao ver seu governo sob suspeita internacional de apoiar as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Paraguai

O presidente Nicanor Duarte Frutos viajou a Tucumán contra a vontade. Na semana passada, renunciou ao cargo, que deveria entregar a Fernando Lugo em 15 de agosto. Com isso, concorreria a uma vaga regular de senador e poderia tornar-se líder da oposição. O Congresso não aprovou sua renúncia.

Uruguai

Tabaré Vázquez é o participante com o cenário interno mais tranqüilo da região. Na semana passada, anunciou a descoberta de jazidas de gás no país e a possível redução da dependência energética. Com força suficiente em sua coalizão de governo, apoiou uma chapa para sua sucessão.

Venezuela

O presidente Hugo Chávez reforçou a reestatização do setor siderúrgico e anunciou que vai ampliar as compras de armamentos. Seu governo contornou, mas não resolveu o problema do desabastecimento de alimentos no país.

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