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Inflação é moderada e não um monstro perigoso , diz Mantega

BRASÍLIA - A economia brasileira vive um momento frutuoso, saudável e apesar de acelerada, a inflação é moderada e não um monstro perigoso, disse hoje o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao rejeitar a expressão retorno do dragão da inflação dita por um parlamentar. A inflação não vai fugir do controle, de jeito nenhum, afirmou o ministro.

Valor Online |

Na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, o ministro focou a questão das expectativas para a inflação, reiterando que o governo está atento, preocupado e continuará a adotar medidas para ampliar os investimentos e a oferta. Ele citou o anúncio do plano de safra agrícola 2008/09 de hoje como uma dessas medidas para aumentar a produção de alimentos.

Vamos continuar crescendo, apesar da inflação que aumenta em vários países, e da crise externa, que em outro momento do passado teria efeitos destruidores, esses sim, como os do dragão, em nossa economia, afirmou Mantega.

Ele citou que há equilíbrio fiscal, pois o governo tem cumprido as metas de superávit primário e caminha para zerar o resultado das contas públicas até 2010, ou seja, economizar o suficiente para pagar as despesas tradicionais e também os juros da dívida pública. Devemos fechar 2008 com um déficit nominal entre 1,2% e 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB), citou.

Mantega também falou da redução da dependência externa do país, tendo as reservas internacionais na marca dos US$ 200 bilhões, cuja manutenção tem custos, mas vale a pena porque dá solidez e o país é considerado mais seguro por investidores. E acrescentou como exemplo o fato de o Brasil ter passado da condição de devedor para credor externo.

Se houve um avanço expressivo no país foi na questão da dependência externa, pois antigamente o Brasil se ajoelhava ante o FMI, que hoje respeita a economia brasileira e não tem mais influência sobre as ações do governo, disse o ministro em relação ao Fundo Monetário Internacional.

O ministro também disse aos parlamentares que apesar de ser conhecido que a taxa de câmbio baixa tem impacto positivo na inflação, a mensuração desse impacto é difícil. Não há um número preciso, disse, lembrando que não foi fácil, por exemplo, precificar qual foi a influência da desvalorização do real na mudança para o regime flutuante, em 1999, sobre o aumento da inflação na época.

Mantega reiterou que o governo está tendo o cuidado de tentar debelar a inflação atual sem adotar medidas que inibam o crescimento da atividade econômica. As medidas do governo não vão provocar recessão, de forma alguma, afirmou o ministro.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

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