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Inflação é maior em 4 anos, mas perde força

Impulsionada pela alta dos preços dos alimentos e dos gastos com despesas pessoais, a inflação de 2008 medida pelo Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) atingiu 6,16%, a maior marca desde 2004. Para este ano, a perspectiva é de que a inflação recue para algo entre 4,5% e 5%, se a cotação do dólar se estabilizar na faixa de R$ 2,30 a R$ 2,50, prevê o coordenador do IPC-Fipe, Antonio Comune.

Agência Estado |

"A inflação deste ano vai depender do patamar do dólar e da desaceleração do consumo, que deve ocorrer em razão da queda na renda", observa.

O efeito do câmbio na inflação ao consumidor ainda não se manifestou por causa da queda dos preços das commodities, diz o economista. Mas ele ressalta que esse repasse da alta do dólar para os preços não está descartado. "Cerca de 30% da pauta de consumo das famílias brasileiras têm influência de insumos importados." Além disso, há dúvidas sobre a oferta de grãos para este ano. A inflação projetada pelo economista para este mês é de 0,35%. Gastos com educação e as elevações nos preços dos bens duráveis que contêm componentes importados devem contribuir para a alta.

Comune acredita que o Banco Central (BC) reduza a taxa de juros na próxima reunião do Copom, seguindo movimento de outros BCs. Mas, segundo ele, ainda não há dados objetivos no IPC que sancionem o corte. Os gastos com despesas pessoais,por exemplo, um sinalizador do ritmo de consumo de serviços atrelados à renda do trabalhador, subiram 7,65% em 2008 e só perderam para a variação dos preços da alimentação (9,01%) em igual período.

Apesar da escala da inflação em 2008, em dezembro, o IPC-Fipe teve forte desaceleração. O indicador encerrou o mês com alta de 0,16%, bem abaixo da projeção de alta de 0,35% do próprio coordenador do índice. A deflação de 0,54% nos alimentos derrubou o IPC-Fipe no mês passado. Em novembro, o IPC atingiu 0,39%. O item que mais contribuiu para a desaceleração da inflação foi o feijão, com recuo de 17,89%. Já o tomate foi vilão, com alta de 24,53%. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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