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Inflação e alta dos juros ainda não causaram impactos negativos no comércio, diz IBGE

RIO - A alta da inflação e o aperto dos juros ainda não trouxeram impactos negativos para o comércio varejista brasileiro no mês de maio. Os efeitos do avanço dos preços beneficiou inclusive setores em que os alimentos - principal motor da inflação em 2008 - têm grande peso nos resultados. Enquanto o volume de vendas dos hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo subiu 8,4% na comparação com maio de ano passado, a receita nominal do setor cresceu 22,3% na mesma comparação, no melhor resultado desde os 24,75% registrados em abril de 2003.

Valor Online |

O avanço da receita nominal ficou bem acima dos 16,6% do comércio varejista como um todo em maio, embora a alta de 8,4% do volume de vendas tenha ficado abaixo do crescimento médio de 10,5% do varejo, segundo dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A inflação diferencia o volume da receita nominal e os dados que temos mostram uma tendência de crescimento do comércio. Aparentemente, a economia brasileira ainda não foi afetada por essa crise de preços , afirmou Reinaldo Pereira, coordenador de serviços e comércio do IBGE.

O técnico ressaltou que o aumento da massa salarial e do nível de emprego contribuem para que setores mais dependentes do crédito mantenham bons resultados na comparação com maio do ano passado. No período, veículos e motos, partes e peças aumentaram em 14% o volume de vendas, enquanto a receita subiu 17,1%. Já móveis e eletrodomésticos avançaram 16,1% no volume de vendas e 11% na receita.

Pereira minimizou os resultados desses dois setores na margem. Na comparação entre maio e abril deste ano, o setor de veículos ficou sem variação no volume de vendas, enquanto a receita caiu 4,3%. Nos móveis e eletrodomésticos, houve avanço de 0,4% no volume e crescimento de 0,8% em receita.

Ainda não posso dizer que o resultado dos veículos e eletrodomésticos foi uma inflexão da curva, já que os dados mostram que abril foi um mês muito forte , frisou Pereira.

Nilo Lopes de Macedo, que também atua como economista da coordenação de comércio do IBGE, acrescentou que, em abril, houve mais dias úteis que maio, o que pode ter afetado o resultado daqueles dois setores.

Os ramos de automóveis e eletrodomésticos têm muitas lojas de rua, que reduzem volume e receita quando há maior número de finais de semana e feriados , disse Macedo.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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