Rio de Janeiro, 9 jan (EFE).- O Brasil teve inflação de 5,9% em 2008, pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), acima da meta do Governo, que era de 4,5% embora ainda dentro de dois percentuais para cima, que ia, portanto, até 6,5%, informou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).

A taxa é a maior desde 2004, quando atingiu 7,6%. Ela foi quase um ponto percentual e meio superior à de 2007 (4,46%) e também ficou acima das de 2006 (3,14%) e de 2005 (5,69%).

Apesar da meta de 2009 ainda ser de 4,5%, a previsão de economistas é de que a inflação fique em torno de 5% em 2009.

A inflação de 2008 ficou abaixo das últimas previsões dos economistas (6%) e não chegou a sofrer o salto que temia o Governo no primeiro semestre, quando os preços dos alimentos dispararam, causando temor de uma possível crise.

Pressionada pelos preços dos alimentos, a inflação acumulada no primeiro semestre do ano passado chegou a 3,64% , a maior para o período desde 2003 (6,64%) e muito acima dos 2,08% medidos nos primeiros seis meses de 2007.

As maiores altas neste ano se registraram em maio (0,79%) e junho (0,74%).

Em outubro a inflação acumulada em 12 meses alcançou 6,41%.

Os preços, no entanto, subiram menos no segundo semestre e em dezembro a inflação mensal caiu para 0,28%, a menor taxa do ano, abaixo da de novembro (0,36%) e quase três vezes inferior à do mesmo mês em 2007 (0,74%).

De acordo com o IBGE, assim como em 2007, a inflação de 2008 foi influenciada principalmente pela alta dos alimentos.

Segundo o Instituto, os preços dos alimentos em geral aumentaram 11,11% no ano passado, contra 10,79% em 2007, enquanto os produtos não-alimentícios subiram 4,46% em 2008, contra 2,83% do ano passado.

Os alimentos em forma isolada foram responsáveis por 2,42 pontos percentuais da inflação do ano passado.

"A alta dos preços dos alimentos obedeceu basicamente a dois fatores: preços elevados dos produtos cotados no mercado internacional e aumento da demanda por alimentos, tanto interna quanto externa", disse o IBGE.

Por itens os que mais pressionaram a inflação no ano passado foram as comidas em restaurantes, cujos preços subiram 14,45% , as carnes (24,02%), os salários dos empregados domésticos (11,04%), as mensalidades nos colégios (4,75%), os seguros de saúde (6,15%) e os aluguéis (6,92%).

Pelo contrário, os preços dos automóveis usados caíram 4,32% e os dos automóveis novos 2,25% . EFE cm/jp

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.