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Inflação da baixa renda sobe 5,97%

Com a disparada dos preços dos alimentos este ano, a inflação da população mais pobre pode encerrar 2008 duas vezes acima da taxa média de preços do varejo. A estimativa é da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que anunciou ontem o Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1), que abrange as famílias com renda de 1 a 2,5 salários mínimos mensais.

Agência Estado |

No primeiro semestre, o índice subiu 5,97% e acumula alta de 9,11% em 12 meses até junho.

São recordes do índice, que está em sua quarta divulgação e teve série histórica iniciada em 2004. Estão, também, muito acima dos apurados, em iguais períodos, pelo Índice de Preços ao Consumidor - Brasil (IPC-BR), que vai de 1 e 33 salários mínimos, e teve altas de 3,84% no ano e de 5,96% em 12 meses.

Segundo a FGV, 77% do total da inflação da população de baixa renda vem do setor de alimentação. Esses são os produtos de maior peso no cálculo do IPC-C1, visto que as famílias de baixa renda destinam 40% do total de seu orçamento para a compra de comida. Segundo a FGV, os preços dos alimentos, principalmente in natura, subiram menos (de 2,85% para 2,50%) de maio para junho. Isso fez com que o indicador desacelerasse no período, de 1,38% para 1,29%.

Mesmo com taxa menor, porém, o resultado do índice mensal foi quase o dobro do apurado pelo IPC-BR em junho, que avançou 0,77% no mês passado. Isso porque a inflação dos alimentos, mesmo em menor intensidade, ainda está em nível elevado - e as compras de alimentos não pesam tanto no cálculo da inflação das famílias mais abastadas quanto nas despesas das famílias mais pobres.

"A distância entre os dois índices, o IPC-C1 e o IPC-BR, está aumentando, e isso pode continuar", admitiu Braz. "A probabilidade de o IPC-C1 continuar avançando em sua taxa em 12 meses é muito grande. A pressão da inflação sobre a população de baixa renda deve continuar a subir", avaliou.

Na avaliação do economista da FGV, nos próximos meses, vários fatores podem contribuir para impulsionar o IPC-CI. É o caso dos preços das carnes, que acumulam elevação de 44,13% em 12 meses até junho. Esse desempenho se deve principalmente a aumentos de preços em carnes de segunda, mais consumidas entre a população de baixa renda.

É o caso das taxas de inflação acumuladas, em 12 meses até junho, nos preços de costela (50,51%); acém (59,39%); carne moída (47,19%); fígado (48,23%); músculo ( 6,23%); e paleta (65,27%).

"Todas essas variações foram acima da média mensurada pelo total de carnes bovinas", ressaltou. "Já há uma oferta menor de carnes para abate. Além disso, aumentou a exportação de carnes de segunda , o que diminuiu ainda mais a oferta", justificou.

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